Polícia
M�e afirma que filho foi agredido pouco antes de matar industrial
Em depoimento prestado ao delegado Oldemberg Paranhos, da cidade de Rio Largo, Margarida Helena Leão da Rosa Oiticica, mãe de Francisco Oiticica Quintela, acusado de matar a tiros de pistola Bernardo Gondim da Rosa Oiticica, por volta das 13h30, do último dia 26 de abril, no escritório da Usina Santa Clotilde, afirmou que seu filho, antes de cometer o homicídio, foi agredido com um violento murro no rosto, que teria sido aplicado pelo industrial e diretor daquela indústria. ?Meu filho reagiu e acabou acionando sua arma?, disse, no interrogatório, Margarida Helena Leão, convocada para depor porque esteve presente na cena do crime. A autoridade policial disse que o depoimento dela contraria outros que haviam sido colhidos, segundo os quais Bernardo teria se limitado a discutir com o acusado. O delegado afirmou que ainda vai ouvir testemunhas, que irão confirmar qual das duas versões seria a verdadeira. Oldemberg Paranhos explicou ter solicitado pedido de prisão temporária de Francisco por 30 dias, que foi decretada pela Justiça, por entender que precisa de mais tempo para investigar o assassinato, segundo ele, doloso conforme a Lei 7.960/89. ?A Secretaria de Defesa Social está nos dando o apoio necessário para que o nosso trabalho seja concluído, a tempo de enviar o inquérito para a Justiça?, ressalvou o delegado, presidente do processo que investiga a execução do industrial Bernardo Gondim da Rosa Oiticica. Francisco Oiticica Quintela continua foragido.