Polícia
Viol�ncia revolta moradores do Freitas Neto
RÓDIO NOGUEIRA Bandos armados estão assaltando, estuprando, vendendo drogas e praticando homicídios no Conjunto Freitas Neto, localizado no Tabuleiro do Martins. A denúncia, em tom de revolta, foi feita pelo presidente da Associação Comunitária, José Odílio Santana. ?A partir de agora, estou na mira das quadrilhas, que vêm praticando os maiores absurdos no conjunto, pois a polícia nunca aparece no momento em que mais se precisa dela?, ressalva o líder comunitário. José Odílio Santana lembra que este ano foram assassinados por bandidos naquele conjunto Fabiano da Silva, 17, Cícero Alves, 17, Sivaldo Silva, 36, Alex Nascimento, 26 e Adriano Monteiro, 27. ?Estes jovens foram atacados pelas quadrilhas e mortos a tiros. Não tenho, ainda, informações sobre a prisão de algum membro da ?galera do mal?. Mas não fica por aí. Temos registros de estupros contra jovens pobres e incautas. Então, se as polícias Militar e Civil não adotarem medidas urgentes o Conjunto Freitas Neto, efetivamente, passa a ser um lugar sem lei?, alerta José Odílio. O líder comunitário relata que as gangues saem das grotas durante a noite e desfilam armadas pelas ruas do Freitas Neto. ? Vou ao telefone comunitário e peço o apoio da polícia. Raramente eles mandam uma equipe para o local. No entanto, quando chegam não resolvem mais nada, porque a bandidagem já aprontou a sua maneira e voltou para as grotas?, lamenta José Odílio Santana, que não sabe o que fazer para banir daquele local a onda de violência. Relata, ainda, que com a instalação de um PM-Box na área central do núcleo habitacional o problema poderia ser resolvido. ?Não significa nada para a Secretaria de Defesa Social mandar instalar um PM-Box. Mesmo porque é uma população que vive 24 horas sob a mira das armas de bandidos. E não é apenas o Conjunto Freitas Neto. Temos ao nosso lado os conjuntos Moacir Andrade e Carminha, que vivem o mesmo drama. É terrível conviver com esta onda de violência?, conclui o líder comunitário.