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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Grupos especiais entram na caçada a matadores de Eto

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O secretário de Defesa Social, Antônio Arecippo, determinou que grupos de operações especiais das polícias Civil e Militar entrem na caçada aos dois pistoleiros que assassinaram a tiros o vigilante Ebson de Vasconcelos Silva, 32, no sábado, às 12h10, na Rua Barão de Alagoas, no centro de Maceió. Cerca de 25 policiais civis estão sendo coordenados pelo delegado José Laurentino, do Tático Integrado de Operações Especiais (Tigre). A secretaria, no entanto, prefere no momento não revelar por onde os trabalhos serão iniciados para não prejudicar as investigações. O secretário considera o crime de difícil elucidação, visto a vítima ter muitos inimigos, mas a ordem é apurar rápido. Ontem, o delegado José de Deus Massa, do 1º Distrito Policial, que apura o assassinato, disse manter toda a equipe empenhada no sentido de também localizar e capturar os dois autores do homicídio. A autoridade policial, no entanto, prefere no momento não fazer muitas revelações porque poderá ter problemas no transcorrer das investigações. A polícia sabe que Ebson Vasconcelos tinha muitas inimizades e que era suspeito de ter cometido um crime na cidade de Atalaia, negado por ele em depoimento à justiça. O delegado relata que vai ouvir em termos de declaração Charlles Jairo Ferro, que foi ferido durante o atentado que vitimou Ebson de Vasconcelos. A polícia também vai ouvir um homem que estava a cerca de 3 metros da vítima e viu quando ela foi atingida. Viu também quando os dois autores entraram em um Fiat Uno e fugiram em direção ao mercado. Pai e irmãos da vítima serão também interrogados pela Polícia Civil. Pai afirma que Ebson tinha vários inimigos Ebes Francisco da Silva, pai do vigilante Ebson de Vasconcelos Silva, relatou que o filho jamais deveria ter voltado para Alagoas, onde tinha muitas inimizades. Ao ser solto pela Polícia Federal foi para São Paulo cuidar da vida. Depois, resolveu voltar para a cidade de Atalaia onde residia, achando que nada iria lhe acontecer. De repente, tomba crivado de balas no Centro de Maceió. Sincera-mente, não tenho a quem atribuir o homicídio do meu filho, enfatiza Ebes Francisco da Sil-va. Quanto ao fato de o filho ter denunciado o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcanti e o fazendeiro Fernan-do Fidélis como autores intelec-tuais da morte de Sílvio Vianna e os ex-militares Garibaldi Santos Amorim e José Luis da Silva Filho como autores materiais, ele prefere não falar sobre o assunto. Não quer opinar Lembra que tomou conhecimento através da imprensa e não quer opinar sobre o que disse o filho nos muitos depoimentos que prestou à Justiça, ressaltando, inclusive, que estava assinando seu atestado de óbito. Ebson, naquela época, falou muita coisa, explica Ebes Francisco. Há quatro meses Ebson esteve em Maceió para o sepultamento de um parente e disse a amigos que sustentaria tudo o que havia dito em seus depoimentos à polícia e à Justiça sobre o Caso Sílvio Vianna. Disse que estava residindo em São Paulo e trabalhando na Ceasa e que lá estava longe dos seus inúmeros inimigos que queriam sua cabeça. Intimação O delegado do 1º Distrito, José de Deus Massa Filho, determinou a abertura de inquérito policial e começou a notificar as testemunhas arroladas no local da ocorrência. A família de Ebson também será intimada a depor no processo, como forma de colaborar com a polícia no esclarecimento do crime, ocor-rido no final da manhã do último sábado, em pleno Centro de Maceió. Para entender o caso O chefe de arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna, foi emboscado e assassinado a tiros, num trecho da Rodovia AL-101, no distrito de Ipioca, no início da noite de 28 de outubro de 1996, quando retornava de sua casa de praia na Barra de Santo Antônio. Ele teve o veículo Fiat Uno que dirigia interceptado e terminou sendo executado. O crime está impune até hoje, apesar de existirem denúncias de que a morte de Sílvio Vianna estaria ligada a irregularidades vinculadas ao fisco, como sonegação fiscal. Nas investigações, a polícia apontou como acusados o fiscal de renda Arnaldo Persiano e o agente fazendário Célio Vianna, como mandantes, além do cabo Sandro Duarte e do vigilante Ebson Vasconcelos, o Eto, na condição de autores materiais. Todos foram presos, mas acabaram em liberdade. Eto, que sempre negou sua participação, declarou à Justiça que o assassinato de Vianna foi planejado pelo então coronel Cavalcanti e o fazendeiro Fernando Fidélis e que teria sido executado pelo ex-tenente Silva Filho e o ex-soldado Garibaldi Amorim. Declarou também desconhecer quem seriam os mandantes, admitindo que eram pessoas de grande influência no Estado.

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