Polícia
Testemunha n�o aparece para depor sobre o caso Bernardo
O delegado de Rio Largo, Oldemberg Paranhos, informou, ontem, que Alberto de Moura Rodrigues, testemunha ocular do assassinato do industrial Bernardo Gondim Oiticica, executado com dois tiros de pistola 380, no último dia 26 de abril, não compareceu para depor sobre o homicídio. Através de um requerimento, alegou problemas particulares, inclusive de saúde, para adiar o depoimento, que estava marcado para a manhã de ontem. O delegado marcou uma nova data: terça-feira, 13 de maio. Alberto, que é um dos acionistas da Usina Santa Clotilde, onde ocorreu o assassinato, foi apontado pelo tesoureiro do industrial, Eduardo Araújo, como sendo a pessoa que discutia com Bernardo, quando aconteceram os disparos, atribuídos ao primo da vítima, Francisco Oiticica Quintela, o ?Chico?, ainda foragido. ?Ele pode nos oferecer detalhes significativos do que ocorreu naquele dia dentro do escritório da usina?, declarou o delegado, que preside o inquérito. A secretária do escritório é outra testemunha importante no esclarecimento do crime. O delegado Oldemberg Paranhos confirmou que a próxima testemunha a ser arrolada pela polícia será outro diretor da Santa Clotilde, Cristóvão Luís da Rosa Oiticica, primo de Bernardo, que estava na companhia do acusado Francisco Oiticica e da mãe dele, Margarida Helena Leão da Rosa Oiticica, que prestou depoimento e falou numa possível agressão contra seu filho pouco antes do assassinato. O depoimento de Cristóvão é aguardado com expectativa pela polícia, pois pode confirmar as informações fornecidas por Margarida Helena quanto aos motivos dos disparos que mataram o industrial.