Polícia
S�cio dep�e sobre morte de industrial
Cristóvão Luiz da Rosa Oiticica, um dos sócios da Usina Santa Clotilde, confirmou, em depoimento ao delegado Oldemberg Paranhos, ter tomado conhecimento de que o bacharel Francisco Oiticica Quintela, acusado de matar o industrial Bernardo Gondim Oiticica, foi agredido pela vítima, pouco antes de fazer os disparos que culminaram com sua morte. Ele revelou também que o acionista Alberto de Moura Rodrigues, que discutia com Bernardo, no momento do crime, também sofreu uma agressão. A testemunha foi ouvida pelo delegado de Rio Largo, que preside as investigações sobre o crime, ocorrido no último dia 26 de abril. Ele declarou que Margarida Helena Leão da Rosa Oiticica, mãe de Francisco, esteve em seu escritório e estava na companhia de Alberto, quando ocorreu o desentendimento entre ele e o industrial assassinado. Segundo ele, Alberto, Margarida e Francisco tinham acabado de sair de seu gabinete, quando aconteceu a confusão e posterior homicídio. Cristóvão Luiz da Rosa Oiticica afirmou que durante toda a ação estava dentro do gabinete. Declarou que Alberto e Margarida deixaram primeiro o gabinete e, logo após começar a discussão entre Alberto e Bernardo, é que saiu Francisco. Não demorou muito tempo, frisou a testemunha, ocorreram o disparos. O sócio da Usina Santa Clotilde garantiu ter ouvido de testemunhas oculares da ocorrência que Alberto sofreu uma agressão e, em seguida, foi o acusado quem recebeu um ?safanão?. Francisco descontrolou-se, acrescentou Cristóvão, referindo-se a informações de terceiros, sacou da arma e efetuou os disparos. O delegado Oldemberg Paranhos recebeu, ontem, o laudo cadavérico do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, confirmando que Bernardo Gondim Oiticica foi morto com dois tiros. Um dos projéteis atingiu seu coração, provocando a morte; o outro, atingiu o braço esquerdo. Até o momento, o acusado não revelou quando vai se apresentar à polícia.