Polícia
Grupo faz arrastão, mata uma pessoa e é detido em Porto Calvo

Porto Calvo - Um grupo formado por seis adolescentes (cinco deles estudantes de escola pública) e dois jovens de 19 anos é acusado de espalhar o terror em Porto Calvo, na região Norte do Estado. Os integrantes do bando foram presos e apreendidos após promoverem um arrastão na cidade, na noite da última terça-feira. Na ação criminosa, um deles executou a tiros o técnico em eletrônica João José Alexandre, 42 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem teria se negado a entregar o aparelho celular a um dos assaltantes. Após a primeira e única aula na Escola Estadual Professora Maria Antônia, em Matriz do Camaragibe, os cinco estudantes do 1º Ano H decidiram dar um passeio em Porto Calvo na fria noite de terça-feira. Por telefone e através das redes sociais mobilizaram mais três comparsas e, em quatro motocicletas, seguiram até a cidade vizinha. A gente marcou pra dar um rolé e assaltar. Foi isso mesmo. Eu entrei com o ferro (revólver) e outro rapaz que se feriu também estava armado. Que eu me lembre, assaltei umas quatro ou cinco pessoas, mas não matei ninguém, afirmou Jonatas José da Silva, 19 anos, que mora em São Luís do Quitunde. Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 e seis munições intactas. Foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo e porte ilegal de arma de fogo, segundo informou o delegado de Porto Calvo, Rubens Cerqueira. O outro maior de idade é José Augusto Moraes da Silva, 19, procedente de Matriz. Este negou os crimes. Ontem de manhã, a delegacia de Porto Calvo ficou pequena para a grande quantidade de parentes dos acusados. Decepcionado, o mecânico Cícero da Silva, 39, pai de um dos adolescentes apreendidos, desabafou em entrevista à Gazeta.