Polícia
Julgamento de matador de nutricionista é adiado
Familiares e amigos da nutricionista Renata de Almeida Sá, morta em julho de 2014, terão que esperar por mais uma semana para que a justiça seja feita. Isso porque, o julgamento do réu confesso Leonardo Lourenço da Silva, marcado para acontecer na tarde de ontem, foi adiado para a próxima segunda-feira, 26, devido à renúncia do advogado de defesa, Urubatan da Silva. O juiz John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal da Capital, designará um defensor público para assumir o caso. O motivo da desistência não foi divulgado, mas, segundo o promotor de Justiça Marcos Mousinho, o adiamento não traz prejuízo ao processo. Durante o decorrer do processo, a defesa do réu alegou que Leonardo Lourenço teria problemas mentais e que ele teria agido sem pensar nas consequências. Segundo o promotor Marcos Mousinho, essa tese não tem fundamento devido ao fato do réu ter confessado que realizou a limpeza no interior do veículo da nutricionista a fim de apagar quaisquer provas contra ele, como também o fato de ele não ter entrado no motel com ela, por conta de o local possuir câmeras de segurança. Se ele confessou que limpou o volante do carro dela para eliminar as digitais. Que limpou o interior do veículo para não deixar nenhum vestígio, como também não entrou no motel por perceber que o local possuía sistema de videomonitoramento, isso quer dizer que ele tinha total consciência do que é certo e errado. Isso não o torna inimputável. Ele não conhecia a vítima e saiu de casa com o intuito de matar alguém. Ele é frio, calculista e, sobretudo, de alta periculosidade, comentou o promotor. O pai de Renata, Alfredo Ferro, declarou que a expectativa era que ontem a justiça fosse feita, mas que infelizmente terá que passar mais alguns dias até ver o algoz de sua filha condenado. O pai da vítima lembrou também que o acusado já seria reincidente, tendo sido condenado, segundo ele, a 49 anos e 11 meses de prisão, mas que cumpriu apenas nove anos. Infelizmente, não terei minha filha de volta, mas tenho certeza de que a justiça será feita. Agora é esperar até a próxima segunda para ver ele condenado. Só em ter a sensação de que a justiça foi feita, já me é o suficiente e eu terei paz, disse. Amigos e familiares da vítima se exaltaram no momento em que o réu era retirado do tribunal do júri, sendo prontamente repreendidos pelo juiz John Silas, os proibindo de participarem do próximo júri popular. O réu, por sua vez, durante sua permanência no tribunal não quis falar com a imprensa sobre o motivo que o levou a praticar o assassinato, mas, à Gazeta de Alagoas, ele afirmou que algumas pessoas estavam culpando e ameaçando sua esposa de ter participado do crime e que solicitou ao juiz providências, sendo orientado a procurar o defensor público que responderá por esse caso, para fazer a denúncia. O CRIME Ocorrido julho de 2014, no bairro Santa Amélia, em Maceió, a nutricionista Renata Sá estava entrando em seu carro, quando foi abordada pelo acusado, que segurava uma arma. Ele assumiu a direção do veículo e ordenou que ela ficasse no banco traseiro. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MP/AL), Leonardo tinha a intenção de levar a vítima a um motel, onde a estupraria, mas que havia desistido após perceber que o local possuía câmeras de videomonitoramento. Em seguida, a levou para um matagal e executou a nutricionista. Após o cometimento do crime, o réu abandonou o carro da vítima próximo a uma oficina mecânica e fugiu. Câmeras de segurança do local onde a nutricionista foi abordada e do local onde ele havia abandonado o veículo ajudaram a identificá-lo, como também o fato de ele utilizar tornozeleira eletrônica, o que facilitou a polícia de encontrá-lo. ?