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Ação desfaz grupos de extermínio

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Uma força-tarefa da Segurança Pública criada após assassinatos em série, registrados no município do Pilar, região metropolitana da capital, em um curto espaço de tempo e com características semelhantes, permitiu a identificação de dois grupos rivais responsáveis pelos crimes. Parte do bando foi apresentada ontem à tarde, durante entrevista coletiva à imprensa, na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Alguns foram presos e outros já estavam no sistema prisional, de onde ordenavam os crimes. A investigação aponta mais de uma dezena de homicídios atribuídos aos dois grupos, que, costumeiramente, matam familiares dos opositores por pura vingança e crueldade. Também está claro, para a polícia, que há forte influência de detentos. Foram apresentados como sendo membros dessas organizações Wilson dos Santos Correia, apelidado de Júnior Pirobão, que tem 27 anos; Anderson Oliveira, o Nem Moreira, de 29; Jonh Alife Melo Souza, conhecido como Tinha, 22 anos; Agenor da Silva Júnior, o Pato, 25 anos; Josival dos Santos Silva, o Neno, de 29 anos; Márcio Carlos de Almeida, o Márcio Som, de 37 anos; e Isac Pedro dos Santos, de 20 anos. Um adolescente de 17 anos foi apreendido na operação por suspeita de também ser um dos integrantes da quadrilha. Durante a coletiva, o delegado José Carlos André dos Santos, titular do Distrito Policial do Pilar, mostrou detalhes de como agia o bando. Segundo ele, pelo menos onze homicídios estão atribuídos diretamente aos dois grupos de extermínios rivais. Um deles é comandado por Márcio Som e o outro por Carlos Alberto da Silva Júnior, o Júnior PCC, que responde por inúmeros assassinatos na região do Pilar e, atualmente, está recolhido no sistema prisional em Pernambuco, após ser transferido de Alagoas. Com a transferência de Júnior, os crimes passaram a ser comandados por Júnior Pirobão. Seriam, ainda, membros das organizações criminosas, conforme a investigação, Humberto da Silva, apelidado de Gordinho, suspeito de assassinato no dia 29 de março; Gustavo Felipe Barros Santos, que responde por um homicídio praticado em 2015; e mais dois adolescentes (de 16 e 17 anos), que teriam matado duas pessoas no mês passado e estão apreendidos.

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