Polícia
Acusado de matar PM silencia
A audiência de instrução de Agnaldo Lopes de Vasconcelos, acusado de atirar contra o capitão da Polícia Militar Rodrigo Moreira Rodrigues, em abril do ano passado, foi adiada, devido a inclusão de um novo advogado no grupo de defensores do suspeito. Outro fato que marcou a sessão, realizada no Fórum do Barro Duro, em Maceió, nessa sexta-feira, 17, foi que o réu preferiu não responder aos questionamentos impostos a ele. Com o adiamento da sessão, o juiz Geraldo Amorim anunciou que irá definir uma data para a retomar as audições. A acusação do réu, por sua vez, foi contra o adiamento da sessão. Já o advogado de defesa, Joanísio Omena Júnior, diz aguardar que o juiz acate o pedido de liberdade. Um dos exemplos utilizados pela defesa foi o caso do jovem que acabou solto após ser acusado de matar o avô e delegado aposentado da Polícia Federal, ocorrido em Paripueira, em janeiro deste ano. Se é por equivalência de autoridade, estamos no mesmo patamar. Não há motivos para manter o Agnaldo preso na instrução do processo. Isto caracteriza a antecipação de um cumprimento de pena e um julgamento antecipado do mérito. Somente o Tribunal do Júri pode decidir se o réu é culpado ou não. Agnaldo não saiu de casa e não procurou policial para assassinar, alegou Joanísio Omena Júnior. O advogado de defesa voltou a defender a tese de que, no dia do crime, Agnaldo imaginou se tratar de um assalto. Ele não sabia que se tratava de uma abordagem policial. A arma utilizada no crime era registrada pelo réu há 26 anos, o mesmo tinha autorização legal para portar o revólver calibre 38 dentro de casa, reiterou. Por sua vez, o promotor José Antônio Malta Marques declarou que, durante os depoimentos, foram observadas contradições nas duas testemunhas. O representante do Ministério Público Estadual (MPE) esperava pronunciar o réu, o que acabou sendo adiado para uma próxima sessão. Antes do adiamento, cinco testemunhas arroladas pela defesa foram ouvidas. Ainda durante a audiência aconteceu uma acareação entre a namorada de Agnaldo e um vizinho. Na sessão, as partes pretendiam debater o crime, com o juiz a decidir se Agnaldo Lopes poderá ser absolvido. Em seu depoimento, a namorada de Agnaldo, Karollyne Monteiro de Almeida, disse que estava na casa dele no momento do episódio, contando ao juiz que duvidou da presença da polícia à porta da casa. Segundo ela, a guarnição estava com o giroflex da viatura desligado, além de não ter se identificado.