Polícia
Quadrilha ostentava luxo em AL

Em operação conjunta entre a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC) e da Gerência de Polícia Judiciária da Área 1 (GPJ1), comandada pelas delegadas Maria Angelita Sousa e Ana Luiza Nogueira, foi desarticulada uma quadrilha de roubo de cargas que atuava em Alagoas. De acordo com a delegada Maria Angelita, os quatro presos apresentados compõem o núcleo intelectual da quadrilha. Segundo a delegada, a quadrilha agia de forma orquestrada, liderada por Luciano Gomes Pereira, de 34 anos, que era o responsável por aliciar os outros membros para os assaltos. As investigações revelam que a quadrilha tinha acesso a informações privilegiadas, inclusive os valores das notas fiscais da carga. A partir daí eles tentavam coagir os motoristas a participarem do crime, numa ação conhecida pela polícia como chave dada, onde o motorista compactuava com o roubo da carga, sem esboçar reação, e recebia uma parte do lucro do roubo. Além de Luciano Gomes Pereira, foram apresentados Paulo Roberto Santos Júnior, 30, apontado nas investigações como o responsável por abordar e intimidar os motoristas, quando eles não aceitavam participar do crime, além de conseguir os galpões para armazenar as cargas roubadas, Maciel Silva dos Santos, 29, que era amigo íntimo de Luciano, e Alisson Clezio de Araujo Bezerra, 34. As investigações revelam que os criminosos viviam uma vida de luxo no Estado. Com eles foram apreendidos dois veículos de alto padrão e um jet ski. Um desses veículos importados era esbanjado por Alisson Clezio na cidade de Arapiraca. O líder da quadrilha, Luciano Gomes Pereira, veio de São Paulo passar férias em Alagoas e se instalou no Estado, onde desenvolvia sua rede criminosa de roubo de cargas. Luciano é acusado de participar de um resgate a um presidiário em Montes Claros-MG, que, após o resgate, veio morar com ele em Alagoas, sendo assassinado na cidade de Arapiraca. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP), após o assassinato do amigo, Luciano custeou as passagens aéreas da família do indivíduo para que eles reconhecessem o corpo, e pagou o transporte aéreo do corpo, tudo com um custo estimado em R$ 50 mil. Em São Paulo, Luciano já teria cometido crimes de falsificação de moedas e homicídios. Durante a apresentação da quadrilha, os acusados mostravam-se calmos, inclusive sorrindo. * Sob supervisão da editoria de Cidades