Polícia
AL tem 1.263 integrantes do PCC

Nas redes sociais, são diversos os vídeos, as fotos e os depoimentos que mostram a punição com sangue da guerra travada entre facções criminosas que atuam em todo o Brasil. Em Alagoas, essa realidade não é diferente. Em quatro meses, a Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL) registrou 765 assassinatos no Estado. Quase sempre quem executa e/ou morre são jovens que não chegam aos 30 anos, negros e moradores da periferia. O que não se sabe é que muitos deles são também integrantes de facções criminosas alvos de grupo rival. Um extenso levantamento do Ministério Público de São Paulo publicado pela Folha aponta que Alagoas vive uma zona de conflito intenso entre facções, com um total de 1.263 integrantes batizados pelo PCC. O quantitativo deixa Alagoas na quarta colocação em número de membros da organização criminosa no País. A briga entre facções, inclusive, vem sendo apontada pela SSP/AL como responsável pelo aumento no número de homicídios no Estado. Apesar dos investimentos na área, a guerra entre facções se tornou tão forte que até facilidades para que os criminosos passem a integrar o PCC já começaram a ser ofertadas. O objetivo é fazer crescer o número de pessoas batizadas e que possam atender aos anseios da facção, dentro e fora dos presídios. Com 1.263 integrantes batizados pela facção criminosa que nasceu na capital paulista (PPC), o Estado de Alagoas fica atrás somente do Ceará, com 2.403; do Paraná, com 2.423; e de São Paulo, com 8.534 membros do grupo. Sendo assim, é também o segundo Estado do Nordeste com o maior número de integrantes do PCC.