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Pol�cia apreende 10 mil carteiras de cigarros falsos

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ANA MÁRCIA Policiais da Delegacia de Defraudações apreenderam, na manhã ontem, 10 mil carteiras de cigarros de várias marcas que estavam sendo comercializados na região do Mercado da Produção. A maioria da mercadoria é falsificada e outra parte não apresentou nota fiscal. O trabalho visa combater a venda de cigarros ilegais e faz parte de uma campanha da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que contabiliza a venda de 412 milhões de cigarros ilegais por ano em Alagoas, o equivalente a 35% da quantidade total de cigarros consumidos no Estado. Segundo informações do delegado de Defraudações, Denisson Albuquerque, nas marcas falsas do produto, não há qualidade, mas elevados riscos à saúde do consumidor. Exames detectaram a presença de grãos de areia, barbantes, fios de algodão, capim, sementes de ervas, insetos, ferrugem, fios de cabelo, penas de aves, inseticidas, organoclorados e pesticidas proibidos na agricultura, contagem microbiológica acima dos padrões aceitáveis, teores de nicotina e alcatrão acima de níveis permitidos, entre outras irregularidades. As pessoas que comercializam esses produtos poderão ser enquadradas no artigo 171, parágrafo 4º do Código Penal, como estelionatários e por fraude no comércio, conforme o artigo 175, além de estarem sujeitas a multas pela Receita Federal, por falsificação de selo e evasão de impostos federais. A operação prosseguiu no município de Arapiraca e deverá abranger outros municípios, retornando, ainda, a Maceió. Varejo O trabalho foi denominado Operação Varejo da ABCF e faz parte da maior campanha já realizada no País, onde a pirataria de cigarros chega a ser tão poderosa, aproximando-se da pirataria de CDs. Dos 412 milhões de cigarros ilegais comercializados ao ano, em Alagoas, 38% são vendidos em pontos de venda formais e 62% pelas mãos de camelôs. Estima-se que 47% do varejo no Estado já venda cigarro falso ou contrabandeado. Com o comércio ilegal, o Estado deixa de arrecadar R$ 7,2 milhões em ICMS e R$ 9,9 milhões em impostos federais, segundo dados da ABCF. A perda anual para a economia brasileira com cerca de 2,6 bilhões de maços de mais de 300 marcas piratas, que chegam todos os anos no Brasil, é elevada. O mercado formal brasileiro comercializou, em 2002, cem bilhões de cigarros a um preço médio de R$ 1,29, gerando uma receita de R$ 6,6 bilhões. O mercado ilegal, por sua vez, comercializou, no mesmo período, 51 bilhões de cigarros a um preço médio de 0,75, movimentando R$ 1,9 bilhão. Algumas destas falsificações possuem embalagens de qualidade visual e gráfica, inclusive com cópias dos selos de qualidade.

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