Polícia
Delegado esclarece morte de jornaleiros
O delegado do 6º Distrito, João Mendes da Silva, esclareceu a morte dos jornaleiros Damião Manoel da Silva, 21, e José Cícero Ferreira de Lima, 17, ocorrida no último dia 5 de abril, num terreno baldio atrás do Parque Jatiúca, em Jatiúca. Damião Manoel da Silva, 21, foi executado a tiros, enquanto o colega José Cícero Ferreira da Silva, acabou abatido a pedradas. A polícia descobriu que o autor material do crime foi Ednildo da Silva Santos, 20, amigo de Damião, que praticou o homicídio, segundo o delegado do 6º Distrito, por questões passionais. Ele queria ficar com a mulher da vítima, I. L., de 17 anos. O delegado João Mendes informou que dias após a morte do marido a adolescente passou a se relacionar com o acusado, passando a morar com ele. No entanto, foi uma testemunha que assistiu quando os jornaleiros eram atacados e assassinados, que ajudou a autoridade a chegar ao suspeito. A testemunha afirmou ter ouvido José Cícero pedir que ?Dinho?, apelido de Ednildo, não o matasse, pois eram amigos. Cilada A polícia descobriu, também, que Damião Manoel da Silva e José Cícero Ferreira de Lima foram atraídos pelo acusado para uma cilada. Eles passaram até as 22 horas do sábado (dia 5) vendendo jornais num semáforo na Jatiúca, próximo do local do duplo homicídio. Quando terminaram o serviço, foram acompanhados pelo acusado quando voltavam para casa. Ao chegarem ao Parque Jatiúca, Ednildo da Silva Santos fez os disparos contra Damião. Em seguida, perseguiu Cícero e o derrubou. Depois, aplicou-lhe uma série de golpes de pedra, esfacelando seu crânio. Os corpos foram achados por populares, somente no outro dia, e chegou a se pensar que eles tivessem sido vítima de assalto.