Polícia
CORREGEDORIA TEM 90 DIAS PARA AVALIAR PM
Por 7 votos a favor e 5 contra, o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) decidiu que a conduta do cabo da Polícia Militar Kleverton Ferreti deve ser apurada pela Corregedoria da corporação. O caso do militar chegou até o Conselho após o policial publicar em redes sociais fotos e vídeos comemorando a decisão judicial que cancelava o funcionamento de radares de trânsito em Maceió. Nas imagens, Kleverton Ferreti posava sem cinto de segurança, dançava junto a um dos pardais e gritava: Valeu, juiz. O valor das minhas multas era maior que o valor do carro. A decisão de encaminhar o caso à Corregedoria da Polícia Militar foi tomada na reunião de ontem do conselho, conduzida pelo vice-presidente do órgão, Antônio Carlos Gouveia. Voto vencido, o vice-presidente argumentou que o caso deveria ser tratado pelo Conseg. Após sacramentado o resultado da votação, Antônio Carlos Gouveia relembrou aos colegas conselheiros que há quatro casos na Corregedoria da Polícia Militar que foram encaminhados pelo Conseg e que até agora não houve resposta. Nesse sentido, o vice-presidente do Conseg afixou e submeteu à votação o prazo de 90 dias para que a Corregedoria da Polícia Militar resolva o caso envolvendo Kleverton Ferreti, sendo possível que o Conseg possa analisar, revisar e alterar, se for preciso, a decisão da Corregedoria. Sobre os demais casos enviados pelo colegiado à Corregedoria, Antônio Carlos Gouveia informou que a Corregedoria deve se explicar até a próxima reunião do conselho, na segunda-feira, 28. Acompanhado de dois advogados, o cabo Kleverton Ferreti se apresentou ao conselho. Kleverton viu seus vídeos reproduzidos em um telão e ouviu dos conselheiros as opiniões acerca do caso. Representando a Polícia Militar de Alagoas no Conseg, o coronel Elias Oliveira votou que o caso fosse submetido à Corregedoria, mas condenou a conduta do militar. As atitudes dos militares precisam ser pautas por comportamentos previstos no regimento. Não importa se eles estejam trabalhando, de folga ou afastado de suas funções, afirmou. * Sob supervisão da editoria de Cidades