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Caso Sílvio Vianna

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O crime O chefe de arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna, foi emboscado e assassinado a tiros num trecho da rodovia AL-101, em Ipioca, no início da noite de 28 de outubro de 1996, quando retornava de sua casa de praia na Barra de Santo Antônio, num Fiat Uno. Versão da polícia Inicialmente, a polícia indiciou como mandantes do crime o fiscal de rendas Arnaldo Perciano, o agente fazendário Célio Viana e, como executores, o cabo Sandro Guimarães Duarte e o vigilante Ebson de Vasconcelos Silva, conhecido como o Eto. Segundo essa versão, o crime teria sido motivado por investigações de irregularidades que Sílvio Vianna estaria fazendo com os fiscais da Fazenda. Num segundo inquérito, dessa vez com a participação da Polícia Federal, foram indiciados o então ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, apontado por Eto, como o fazendeiro Fernando Fidélis, o ex-tenente Silva Filho e o ex-soldado Garibaldi Amorim. O caso na Justiça Foram abertos dois processos para os dois inquéritos policiais. O primeiro envolve os agentes da fazenda. O segundo envolve o ex-tenente-coronel Cavalcante, o fazendeiro Fernando Fidélis e o ex-soldado Gari-baldi Amorim - o ex-tenente Silva filho foi impronunciado, ou seja, não será submetido a júri popular. Previsão do julgamento O julgamento do segundo processo, que envolve Manoel Cavalcante e os outros indiciados, está previsto para o fim desse mês (dia 24). Quanto ao primeiro processo, que envolve os agentes da Fazenda, ainda não há previsão de julgamento. Situação dos acusados Os indiciados no primeiro processo estão em liberdade. Já os três acusados no segundo processo (ex-tenente-coronel Cavalcante, Fernando Fidélis e Garibaldi Amorim) já estavam presos por outros crimes. O fazendeiro Fernando Fidélis, como você acompanhou na GAZETA DE ALAGOAS, havia fugido da prisão na sexta-feira. Questão-chave Por que o ex-tenente-coronel Cavalcante, policial de carreira, teria interesse em assassinar o chefe da arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda?

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