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Polícia flagra exploração de garotas

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Ednelson Feitosa Repórter O gerente de um bar foi autuado em flagrante por prostituição infanto-juvenil, na noite do último domingo, na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC I), no Farol. Aldo Jorge Rodrigues, 34, era responsável pelo Bar do Luiz, localizado na Rua General Hermes, de propriedade de Luiz Ribeiro da Silva, que está foragido. Ele também será indiciado em inquérito. Segundo o delegado Ivanildo Inácio de Brito, uma guarnição da Rádiopatrulha (RP) foi orientada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a se deslocar ao referido bar, onde estava havendo uma briga, envolvendo duas mulheres. Quando os militares chegaram ao local, flagraram três menores, com idades entre 15 e 17 anos, contou o delegado. Quando foi ouvida pelo delegado, E.M.L., de 15 anos, confirmou que veio do povoado Canastra, em Ibateguara, há três meses, para se prostituir no Bar do Luiz. Declarou que fazia programas todas as noites e que recebia entre R$ 20 e R$ 30. Segundo a adolescente, não precisava dividir o dinheiro com o dono do bar ou o gerente, pois eles faturavam com o quarto (R$ 6,00 a hora) e a venda de cervejas. Ela e as colegas adolescentes tinham direito a comida e dormida gratuitas. Ela confessou que quando foi chamada por Luiz para trabalhar no bar sabia que teria que se prostituir. As outras duas adolescentes também confirmaram a versão. Elas são irmãs e vieram do município de Matriz do Camaragibe, dizendo aos pais que iriam trabalhar em casas de família. A confusão Ana Paula Gomes da Silva, 18, que iniciou a confusão que culminou com a descoberta do crime, afirmou na CIAPC I que também se prostitui no Bar do Luiz, onde morava havia mais de três meses. Ela declarou que estava bêbada demais para se lembrar como o problema começou. No entanto, recorda-se que a briga foi com a colega Maria de Fátima Santana de Oliveira, 18. O gerente Aldo Rodrigues admitiu no interrogatório saber que se tratava de crime, explorar prostituição infanto-juvenil. Ele confessou que as adolescentes foram morar no bar para fazer programas com clientes e que não esperava ser flagrado. O delegado Ivanildo Inácio de Brito informou que Aldo foi autuado em flagrante e que o dono do bar será indiciado em inquérito, ambos por favorecimento à prostituição com o agravante de usarem adolescentes, o que pode resultar em 8 anos de prisão.

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