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Delegado envolvido no caso Jaudeni é acusado de ameaça

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Ednelson feitosa O delegado Moisés Marcelo do Nascimento está sendo acusado de ameaçar de morte o funcionário público Francisco Manoel da Silva, 54. Segundo queixa prestada pela vítima na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC 1), no Farol, a ameaça teria ocorrido no gabinete do diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, no final da manhã de ontem, quando a vítima acusava o delegado de haver arrancado, pela quarta vez, a cerca de seu terreno, localizado no Loteamento Lauro Braga, em Ipioca. Além do diretor-geral, também estavam no gabinete o diretor metropolitano, Alcides Andrade, e o delegado regional de Novo Lino, Osvanilton Adelino, que se colocaram à disposição da vítima para testemunhar contra o colega da Polícia Civil. O delegado Moisés Marcelo se envolveu em dois problemas, no ano passado, que acabaram sendo apurados por meio de inquérito policial. O primeiro foi uma acusação de seqüestro e cárcere privado de dois pernambucanos, acusados de venderem um trator roubado ao então vereador Jaudeni Coutinho. queixa O outro episódio foi a apreensão de uma picape roubada, que a polícia descobriu que estava sendo usada pelo delegado Moisés Marcelo. O veículo foi apreendido numa residência no Conjunto Henrique Equelman, no Tabuleiro. Os dois casos foram concluídos e remetidos à Justiça. O delegado foi afastado de suas funções na época, por decisão do diretor Roberto Lisboa. O funcionário público Francisco Manoel da Silva declarou, na queixa formulada na CIAPC 1, que estava na sala do diretor Roberto Lisboa quando foi detratado, caluniado e difamado pelo delegado Moisés Marcelo. Segundo ele, foi chamado de maloqueiro, imbecil e ladrão. Ele me detratou várias vezes antes de ameaçar, revelou a vítima, em depoimento à delegada Maria Aparecida de Araújo. No entanto, o mais grave problema, segundo o funcionário público, foi a ameaça. Em dado momento, Moisés Marcelo, segundo revelou o funcionário, teria avisado: Aonde eu lhe encontrar, só vai dar você na cabeça. Por se tratar de um delegado, pessoa que costuma andar armada, Francisco Manoel encarou a colocação como uma ameaça. Dirigiu-se para a CIAPC 1 e prestou queixa. A delegada Maria Aparecida encaminhou ofício para a delegada do 7º Distrito, Paula Francinete Araújo Farias, encarregada da abertura do inquérito.

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