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Polícia envia caso Klebson à Justiça

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Ednelson Feitosa Repórter Terminado o prazo de trinta dias previsto por lei, o delegado do 9º Distrito, Fernando Arthur dos Santos, encaminha amanhã à Justiça o inquérito da morte do estudante Klebson Almeida, ocorrida no último dia 6 de março. As investigações não estão concluídas e vou precisar de mais prazo para diligências complementares, declarou Arthur. O delegado afirmou que o caso é complexo e que as testemunhas estão se omitindo ou faltando com a verdade, fato que dificulta as investigações. Segundo o delegado, o estudante Klebson Almeida recebeu quatro ligações em seu celular, pouco antes de ser morto. As chamadas foram feitas no percurso entre a casa de espetáculos em que Klebson assistiu a um show e o entroncamento da Via Expressa com a Avenida Menino Marcelo, onde foi assassinado. Na semana passada, o delegado Fernando Arthur informou já ter solicitado à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Klebson e cogita que, se a ligação não foi feita de um telefone público, essa pista pode revelar até quem seria o assassino. Em todas as vezes, a pessoa do outro lado da linha não disse nada, acrescentou. Pitboys O caso Klebson alcançou repercussão na sociedade local por envolver jovens da classe média e parentes de pessoas bastante conhecidas no Estado. Os acusados passaram a ser chamados pitboys. O instrutor de jiu-jítsu Charles Alexandre França, o Charlão, Leandro Ferro, o Leleco, Paulo Henrique Gouveia e Thiago Lira foram indiciados por envolvimento no espancamento do estudante em uma boate em Jaraguá. Thiago foi inocentado pela Justiça, enquanto os outros três tiveram a prisão decretada e ficaram presos durante 120 dias. No entanto, em dezembro do ano passado, foram soltos por habeas-corpus. Passados sete meses do espancamento, Klebson acabou assassinado. Os familiares declararam que ele havia recebido ameaças de morte logo após a liberação dos pitboys por decisão da Justiça. A mãe, Kátia Almeida, prestou um longo depoimento e apresentou suas suspeitas. Porém, afirmou que o filho tinha se envolvido num problema em Paripueira e que foi seguido por dois motoqueiros tatuados, em Maceió. Os dois episódios ocorreram durante o carnaval. No dia 23 de março, os estudantes Pablo Diego de Mendonça Calheiros e Laércio Araújo Ramos Silva, o Júnior, foram presos, acusados de envolvimento na morte de Klebson. Eles tiveram prisão temporária, de 30 dias, decretada pelo juiz-substituto José Braga Neto, da 3ª Vara Criminal de Maceió.

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