Polícia
Acusado de crime deve assumir cargo
Maikel Marques Repórter Sucursal Arapiraca - O primeiro suplente de vereador Milton José Roberto (PTB), acusado de contratar dois pistoleiros e mandar matar o vereador José Dória de Souza (PTB), de Olho d?Água das Flores, deve ser notificado para que seja diplomado pela Justiça Eleitoral e possa assumir, ainda esta semana, a vaga do morto no Legislativo do município. Se ele quiser, poderá assumir o mandato porque não foi condenado pelo crime do qual é acusado, explica Luiz Tenório, promotor eleitoral da 42ª zona. Vereador por três mandados e derrotado na eleição de 2004, o primeiro suplente Milton José Roberto é acusado pela polícia de contratar os pistoleiros Láusio Lima e Gilmar Alves e pagar R$ 800,00 para matar o vereador José Dória de Souza, assassinado com três tiros de revólver quando chegava em casa, na noite da última quinta-feira, 31. O acusado nega envolvimento no crime, embora sejam fortes e evidentes os indícios de sua participação. Milton foi apontado como mandante pelos assassinos. O telefone celular encontrado com o matador Láusio Lima pertence ao filho do ex-vereador Milton Roberto, principal acusado de mandar matar José Dória, revela o promotor eleitoral Luiz Tenório. Consultado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Olho d?Água, Jorge Luiz Abreu Duarte, o promotor explicou que o suplente preso pode assumir o mandato porque não há sentença acerca do crime do qual é acusado. Ele ainda não foi julgado nem condenado, explica Luiz Tenório. O juiz eleitoral da 42ª Zona, Durval Mendonça Júnior, deve encaminhar à Delegacia de Santana do Ipanema notificação para que o acusado Milton Roberto compareça ao Fórum de Olho d?Água e seja diplomado. Caso atenda ao chamamento da Justiça, ele será diplomado para em seguida assumir o cargo de vereador. A Gazeta apurou que o suplente Milton Roberto deve ser alvo de processo de cassação caso decida ocupar a vaga do vereador assassinado. Caso permaneça preso e não compareça às sessões, Milton poderá responder a processo e perder o mandato por ferir o decoro parlamentar. O processo de cassação também poderia ser aberto com base em outros dois casos. Segundo o MP, Milton José é acusado de fazer ligação clandestina e roubar água da Casal, além de comandar invasão à tesouraria do Legislativo Municipal para roubar o dinheiro do pagamento de servidores.