Polícia
Policial acusado de iniciar guerra das polícias é libertado
CARLA SERQUEIRA Repórter Por unanimidade, o júri popular decidiu pela liberdade do policial civil Robson Rui Gomes de Araújo, mais conhecido como Robinho. O julgamento aconteceu ontem, das 9h às 14h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, e foi presidido pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Capital, Daniel Accioly. Robson Rui estava detido no Presídio Baldomero Cavalcanti, acusado pelo assassinato do também policial civil Valter Dias de Santana, ocorrido no dia 2 de junho de 2003, num trecho da Via Expressa, na Serraria. Os outros dois acusados, o policial José Alfredo de Souza Pontes e o ex-militar Josué Teixeira da Silva, não foram julgados porque recorreram na Justiça da decisão de pronúncia do magistrado. O episódio teria dado início à chamada guerra das polícias e teria deixado um saldo de nove mortes, entre elas, a de dois policiais: Sinvaldo Feitosa - que morreu dois meses depois de terem assassinado o policial Valter Dias, e José Carlos Ferreira. Queima de arquivo Outros suspeitos da morte do policial Valter Dias, o soldado PM Marcos Ferreira Silveira e Walkmar Santos, foram colocados em liberdade por falta de provas. Este último, chegou a denunciar os policiais Robson Rui e Alfredo Pontes como participantes da trama que resultou na morte da deputada Ceci Cunha, em 1998, e de outros assassinatos de repercussão no Estado. Colocado em liberdade no último mês de abril, Walkmar fugiu de Alagoas. O comerciante Vanilo Lima da Silva, de 36 anos, também foi apontado como envolvido no crime que vitimou o policial Valter Dias. No dia 31 de março deste ano, Vanilo foi assassinado a tiros de pistola, calibre 380, no Tabuleiro do Martins, onde bebia com um amigo. Segundo testemunhas, ele morreu porque sabia de detalhes sobre crimes cometidos por policiais civis. Esposa sob proteção A esposa do policial morto Valter Dias, a bancária Tânia Lima, está fora do Estado e recebe a proteção da Polícia Federal. Quando o seu marido foi assassinado a tiros de pistola 9 milímetros e 380, também de espingarda calibre 12, dentro de um veículo Palio azul, placa HUJ 4687/CE, num trecho da Via Expressa, na Serraria, ela estava no banco do passageiro e acabou ferida por três tiros; um deles atingiu seu rosto. O irmão de Tânia, o policial Valter Lima, também já foi ameaçado e, numa emboscada, um amigo foi morto quando dirigia o seu carro, no Farol.