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PM é executado enquanto fazia bico

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EDNELSON FEITOSA Repórter O soldado PM José Carlos de Araújo, 37, que trabalhava na equipe do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, foi executado com oito tiros de pistola 380, na noite da última segunda-feira. O crime ocorreu na frente de um supermercado, localizado na feirinha do Tabuleiro, onde o militar fazia bico de segurança para complementar o salário. Jota Carlos, como era conhecido por seus colegas de caserna, teria reconhecido um dos homens que se preparava para assaltar o supermercado como sendo Marcos da Aids. Ele tentou uma reação, mas ao se aproximar dos bandidos, acabou assassinado. Outras testemunhas reconheceram Marcos, pois no momento da fuga ele deixou seu capacete cair. Ele e o cúmplice fugiram numa motocicleta. Ficha limpa Parentes de José Carlos de Araújo não tem uma explicação para o crime, senão a versão da tentativa frustrada de assalto. No entanto, os funcionários do supermercado garantem não ter percebido qualquer ação de supostos assaltantes. Segundo um gerente, não há como acreditar nessa hipótese de latrocínio. A família afirmou no Instituto Médico Legal (IML) que José Carlos era um militar preparado, mas nunca se envolveu em qualquer tipo de problema. O capitão Assis, da assessoria de imprensa da PM, confirmou que a vítima tinha ficha limpa. Nada que desabonasse sua conduta. Era um profissional exemplar, trabalhador, por isso estava há mais de dois anos trabalhando com o comandante, revelou o oficial da 5ª Seção. ### Polícia procura Marcos da Aids, o principal suspeito O Serviço Reservado da Polícia Militar tenta, desde a noite da última segunda-feira, localizar e prender Marcos da Aids, considerado um dos marginais mais perigosos do Dique-Estrada, onde se envolveu, no ano passado, numa guerra que resultou na morte de mais de 20 pessoas, a maioria comprometida com tráfico e consumo de drogas. Ele chegou a ser preso por uma guarnição do Batalhão de Radiopatrulha e processado por homicídio, mas teria sido colocado em liberdade em virtude de ser portador do vírus HIV. Ele teria planejado o assalto ao supermercado, onde acabou reconhecido e executou o soldado PM José Carlos de Araújo, 37, na noite da última segunda-feira. Ele não teria sido reconhecido apenas pelo PM, bem como por testemunhas da tentativa de assalto, pois agiu de cara limpa numa região que é conhecido. Apesar de ter como área principal de atuação o Dique-Estrada, o conflito com outros traficantes teria levado o marginal para o Clima Bom e Tabuleiro do Martins. Ele teria, inclusive, tentado traficar maconha em Marechal Deodoro. Os militares do Serviço Reservado haviam descoberto que, Marcos da Aids tentaria um assalto, pois pretendia conseguir dinheiro para matar um militar que reside no bairro do Vergel do Lago. Existem testemunhas que ouviram quando ele comentou com comparsas que iria matar um militar. No entanto, não é possível que estivesse se referindo a Jota Carlos, que reside no Tabuleiro do Martins. Outras fontes da PM que não seguem a linha do latrocínio (assalto e morte) levantam suspeita de que a vítima de Marcos da Aids seria um primo de José Carlos, também militar. Ele teria acabado de conversar com a vítima e seguido para seu veículo, estacionado na feirinha do Tabuleiro, quando ocorreram os tiros. Ele e o sargento seriam muito parecidos, comentam os colegas. |EF

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