Polícia
Caso Arena: acusado volta para depor
BLEINE OLIVEIRA Repórter Menos de um ano, após a tragédia na boate Arena Dance Club, quando três homens dispararam a esmo contra jovens e adolescentes que participavam de uma festa, um dos acusados está preso em Maceió. Trazido ou recambiado (como diz a linguagem policial) do presídio de São Joaquim de Bicas, em Minas Gerais, Joseney César da Silva está no Tático Integrado de Grupamento Especial (Tigre) desde o último dia 23. Ele foi trazido para prestar depoimento ao juiz Daniel Aciolly, da 7ª Vara da Justiça alagoana, sobre o tiroteio que provocou a morte do estudante Pedro Manuel de Oliveira Simões, de 19 anos, e ferimentos em outras sete pessoas, entre elas o segurança da boate, identificado como Hércules Melo. Comunicação EFICAZ O chefe de operações do Tigre, Dorgival da Silva Romão, disse que o depoimento de Joseney ainda não tem data definida. Depende do juiz, que deve marcar logo após o recesso judiciário. O preso deveria ter sido ouvido no último dia 1º, só que o processo para recambiar Joseney demorou mais que o previsto. Foi a própria polícia de Minas Gerais quem informou as autoridades alagoanas sobre a prisão de Joseney César. Tínhamos colocado informações sobre o caso Arena no sistema nacional de segurança pública, inclusive com as fotos dos acusados, explica o chefe de operações. ### Joseney nega ter atirado: Só roubo banco, com dinheiro Aos 25 anos de idade, casado, dois filhos, Joseney César da Silva responde a 11 processos na Justiça de Minas Gerais, por tráfico de drogas e assaltos a bancos. O 12º é o inquérito sobre o caso Arena, em que é acusado de homicídio e lesão de natureza grave. Segundo a polícia alagoana, Joseney é um dos três homens que em 11 de setembro de 2004 entraram atirando contra as pessoas que se divertiam na boate Arena. Ele nega ter atirado contra as pessoas e diz que estava do lado de fora quando tudo aconteceu. Nunca matei ninguém, afirma Joseney César, que silencia quando, na entrevista, é indagado sobre o paradeiro de Ronaldo Melo e do menor M.G.L., os dois outros acusados. Para provar diz que apontou arma para um segurança que, com um rádio, chamava polícia, mas não atirou. Se quisesse podia ter matado ele, mas não fiz, declara. Seus crimes, ressalta, foram roubar bancos que é onde tem dinheiro. Joseney diz que seu envolvimento com o crime começou aos 12 anos, quando tornou-se traficante de drogas. |BL