Polícia
Polícia procura Pezão por morte
| FERNANDO VINÍCIUS Repórter Maragogi - A Polícia Civil de Maragogi está tentando localizar Josivaldo Pereira da Silva, 26 anos, apontado como autor de crime de latrocínio ocorrido domingo passado. Josivaldo Pereira, popular Pezão, é o principal suspeito da morte do vendedor de picolé conhecido como Galego, encontrado com o rosto desfigurado pela violência dos golpes de estaca usada pelo autor para matar e roubar a vítima. De acordo com depoimento de testemunha, Galego teria chegado ao local onde estava ocorrendo uma cavalhada na companhia de Pezão, na noite do último domingo. Os dois teriam se aproximado da cortadora de cana Cícera Cristina dos Santos Silva, 26 anos, que mora há pouco mais de dois meses em Maragogi e já conhecia Josivaldo Pereira. Maria da Guia dos Santos, conhecida como Leda, teria chegado com Rosa e as duas juntaram-se ao grupo. Segundo Cícera Cristina, ela teria ouvido quando Pezão acertou com Leda e Rosa para que elas levassem Galego, que já estava bêbado, para a praia. As duas teriam aceitado a proposta, sendo seguidas logo depois por Pezão. Cristina teria ficado na festa. Na madrugada de segunda-feira, Cícera Cristina já estava em casa quando Pezão teria batido à sua porta por volta das 2h20, pedindo fósforos e convidando a vizinha para entrar na casa dele. Ela foi e teria visto que as roupas, os sapatos e as mãos de Pezão estavam sujas de sangue. Ele confessou que tinha acabado de matar o Galego porque ele estava ?enchendo o saco?, disse Cícera Cristina. Maria da Guia dos Santos, a Leda, está sendo acusada de ser co-autora do latrocínio. Ela teria sido a única que acompanhou Pezão e Galego durante todo o percurso que levou à morte do vendedor de picolé, que estava com R$ 90 na noite do crime. Atraído para a armadilha, Leda teria dado o primeiro golpe em Galego, segundo declaração de Pezão a Cícera Cristina. Em seguida, Pezão continuou batendo até achar que tinha conseguido matar o vendedor. Com a ajuda de Leda, teriam retirado as roupas, o relógio e a bicicleta da vítima e jogado o corpo em um poço raso. Para não levantar suspeitas, seguiram em frente para retornar à AL-101 Norte em outro acesso próximo ao que levava à cena do crime. O casal teria começado a ouvir passos no mato. Era Galego que caminhava em meio à escuridão, tentando encontrar alguma saída. O casal teria esperado para comprovar a suspeita e novamente pegou a vítima, encontrada morta na manhã seguinte, cerca de 300 metros do local onde foi atingida pela primeira vez. Nenhum documento foi encontrado e não há parentes da vítima em Maragogi. A Polícia Civil esteve em Água Preta-PE para tentar localizar o acusado, natural daquele município.