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Juiz revoga liberdade provisória de acusado

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BLEINE OLIVEIRA Repórter O corretor de automóveis Júlio César Almeida de Oliveira, acusado de ter seqüestrado e estuprado sua ex-namordada, a bancária N.S., 25, conforme a Gazeta denunciou esta semana, afirmou que ela está sendo usada para atingi-lo. Júlio César teve a liberdade provisória revogada ontem pelo juiz José Braga Neto - ele deve ir a julgamento no dia 25 próximo, acusado de tentativa de homicídio contra Jeane Lopes de Lima, outra ex-namorada. O acusado falou ontem à Gazeta, e disse que está sendo vítima de mentiras e armações orquestradas por Israel Ferreira Santos atual companheiro de N.S., com quem namorou por quase dois anos. Júlio César nega a denúncia e diz ter provas de que N. foi para Recife (PE) em sua companhia por decisão pessoal. Numa queixa que fez no 2º Distrito Policial, a bancária diz que Júlio César usou um revólver para obrigá-la a entrar no carro, um Celta, e seguir com ele para Recife. Antes, ela disse no depoimento ao delegado Valdir Silva de Carvalho que o acusado teria travado luta corporal com Israel, que não conseguiu detê-lo e impedir que ela entrasse no carro. Frustração e mentiras Ao falar sobre o caso, Júlio César afirma que todas acusações seriam mentirosas e resultariam da frustração de Israel Ferreira porque sabe que ela gosta de mim. N., segundo Júlio César, teria engravidado durante o período em que estiveram juntos, decidindo, por pressão da família, fazer um aborto. Ela própria teria lhe mostrado o exame confirmando a gravidez, descoberta depois do rompimento do namoro. Pressões Terminei porque não agüentava mais a pressão da família dela, mas disse a ela que voltaríamos a namorar se ela quisesse, e eu assumiria meu filho, afirma o corretor de automóveis, acrescentando que a mãe e os irmãos de N.S. preferiam que ela voltasse a namorar Israel. Israel e Júlio César são conhecidos, pois trabalham no mesmo ramo profissional. O acusado garante que não estava armado quando foi ao apartamento de N.S. e nega que tenha travado luta corporal Não posso fazer movimentos bruscos, recentemente passei seis meses no hospital em conseqüência de uma queda de moto, afirma Júlio César, levantando a camisa para mostrar as cicatrizes das cirurgias a que foi submetido. Ele garante que a ex-namorada está sendo obrigada pelo atual companheiro a fazer as acusações de que foi seqüestrada e estuprada, mas está certo de que a polícia vai descobrir a verdade. Ele, que diz ter conversado pelo telefone com N. dias depois da denúncia, avalia que a bancária age por pressão. Ela me disse que não sabe por que está fazendo isso. Mas eu sei, é o Israel que esta pressionando para me prejudicar, declara. ### Viajávamos muito para o Recife A denúncia feita pela bancária N.S. levou o juiz José Braga Neto a revogar a provisória de Júlio César Oliveira. Ele deverá ser julgado no dia 25 de outubro próximo, acusado de tentativa de homicídio contra Jeane Lopes de Lima, uma ex-namorada. Segundo o advogado Welton Roberto, que faz a defesa do corretor de automóveis, N. foi pessoalmente à presença do juiz acusar Júlio César de seqüestro e estupro. Como havia antecedentes, e o delegado Valdir Carvalho já havia instaurado inquérito para investigar a denúncia, o juiz decidiu pela revogação da liberdade provisória. Júlio César não quis falar sobre o processo judicial a que já responde. Ele afirma que foi a própria Jeane quem atirou nele e fez menção a um disparo que teria lhe atingido a perna esquerda. Mas prefiro não falar sobre isso. Vou aguardar o julgamento, disse. Ele preferiu centrar toda sua atenção na crise que está vivendo em função do romance com a bancária. Júlio César diz que os dois viveram momentos de alegria e diversão. Viajávamos muito, principalmente para o Recife onde temos amigos comuns, revela o corretor. Visitas diárias Segundo ele, os dois se conheceram em meados do ano passado e começaram a ficar, pois ela ainda namorava Israel José Santos. Mas o romance entre o corretor e a bancária teve sempre a reação contrária da família de N.S. Mesmo separados, e ela tendo retomado a relação com Israel sempre nos encontrávamos, afirma. Durante os mais de 30 dias em que ficou no hospital, ressalta ele, N.S. lhe visitava diariamente. Para Júlio César, isso explica a raiva que ele [Israel] tem de mim. |BL

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