Polícia
J.C.: Menti com medo de morrer
| CARLA SERQUEIRA Repórter Na presença da mãe adotiva, de uma psicóloga e da delegada da Criança e do Adolescente, Aureni Moreno, o menor J.C.R.S., 15 anos, contou ontem outra versão para a tentativa de homicídio que sofreu na última quinta-feira, dia 20, em Rio Largo, quando foi alvejado com 10 tiros e abandonado próximo à Usina Santa Clotilde. Ao delegado de Roubos e Furtos de Veículos, Carlos Alberto Reis, o adolescente disse que foi seqüestrado na Praça Sinimbu, com seu pai taxista, dentro do carro da família. Já no depoimento dado ontem, o adolescente afirmou ser órfão de pai e mãe, que foi pego na Jatiúca e que mentiu com medo de morrer, conforme revelou a delegada Aureni Moreno. Ele também desmentiu que o motivo da tentativa de homicídio seria o envolvimento de seu pai com tráfico de drogas. Desconfiamos de que ele poderia estar incriminando algum inocente e pedimos que ele fosse ouvido por uma psicóloga, explicou o delegado Carlos Alberto Reis, que hoje vai encaminhar o inquérito para a delegacia de Rio Largo. Se não tem carro desaparecido, não tenho competência para continuar investigando o caso, explicou. O menor sustenta apenas a acusação contra o empresário José Ernandes de Oliveira, dono de um depósito de água mineral, no Stella Maris, assaltado há poucos dias. Ernandes, segundo o adolescente, tentou matá-lo por vingança, achando ter sido ele o responsável pelo furto. Durante as investigações, Kelly Correia, a mulher de Ernandes, foi presa por porte ilegal de armas dentro do depósito. Ela pode pegar até 3 anos de prisão. Seu esposo continua desaparecido.