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Juíza: lugar de réu foragido é na polícia

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| CARLA SERQUEIRA Repórter A juíza de Murici, Aída Cristina Lins Antunes, acordou ontem com diversos telefonemas de magistrados em busca de explicações sobre o fato de Fausto Cardoso Batista Neto, o Faustinho, não ter sido interrogado por ela, na última quinta-feira, quando o advogado Raimundo Palmeira a procurou no fórum da cidade. A notícia foi publicada pela Gazeta, na edição dessa sexta-feira, dia 2. Faustinho está foragido da Justiça há mais de cinco meses, acusado de ter matado estrangulada a menor Juliana Cassiano da Silva, 16 anos, cujo corpo foi encontrado em abril no Rio Mundaú com sinais de estupro. Para o Instituto de Criminalística, a vítima foi jogada ainda com vida no rio, constando ainda como causa da morte afogamento. Segundo a juíza, o advogado de Faustinho, Raimundo Palmeira, a procurou apenas para marcar o dia do interrogatório de seu cliente, que estava a poucos quilômetros do fórum. Ele veio apenas marcar a data. Mesmo que ele tivesse se apresentado, eu não iria deixar de atender um réu preso para ouvir um réu foragido. Faustinho não é melhor nem pior do que ninguém, alegou a magistrada, ao afirmar que se houvesse interesse do acusado de se entregar ele teria procurado a polícia. Raimundo Palmeira afirmou que não entregou o seu cliente à polícia porque a detenção não iria contribuir em nada para o processo. Ele só ficaria preso. Prefiro apresentá-lo no dia em que for interrogado, explicou, ao confirmar que na terça-feira, dia 6, Faustinho finalmente vai se entregar à Justiça, às 10h. Na visita que fez ao fórum, Raimundo Palmeira garantiu, ainda, a permanência de Faustinho na delegacia de Murici. Aleguei à juíza a crise do sistema prisional do Estado e ela concordou em manter meu cliente na delegacia da cidade, disse, ao frisar ter ido ele mesmo conferir, na delegacia, as instalações destinadas ao seu cliente. ### Advogado nega que entrega é para evitar o Linha Direta Se Fausto Cardoso Batista Neto realmente se entregar à polícia de Murici na próxima terça-feira, dia 6, a juíza Aída Antunes terá 81 dias para ouvir as testemunhas de acusação e defesa e pronunciar ou não o acusado. Caso ele seja pronunciado, será submetido a júri popular e, se condenado, pode cumprir de 12 a 30 anos de prisão. Sobre o suposto interesse de entregar seu cliente para evitar que o mesmo seja exposto no programa Linha Direta, da Rede Globo - que deve começar a gravar as simulações do crime no próximo mês, Raimundo Palmeira afirmou que nem ele nem a família sabiam do interesse da emissora. Nem sabia disso, garante, ao explicar por que Faustinho demorou cinco meses para resolver expor suas defesas à Justiça. Ele estava fora do Estado. Como estava longe havia problemas de comunicação entre nós. Além disso, as rebeliões no presídio o assustavam ainda mais, diz o advogado, ao jurar não saber onde se enconde, agora, seu cliente. |CS

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