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Policiais civis caçam Ângela Garrote

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| GILVAN FERREIRA Repórter A Polícia Civil reforçou ontem as buscas à prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote (PP), que teve a prisão decretada no último dia 13 pelo desembargador Orlando Manso. Ângela Garrote é acusada de envolvimento no assassinato da amante do marido, Antônio Garrote (morto em setembro deste ano), Maria Jaciara de Santana, executada em dezembro de 1999, com cinco tiros, em Arapiraca. Ela também é suspeita do assassinato do líder sindical José Roberto Rezende Duarte, o Robertinho, crime praticado em março de 1999, em Palmeira dos Índios. A prefeita, que teve o mandato cassado pela Jutiça Eleitoral, continua no cargo com base numa liminar concedida pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As operações para prender a prefeita de Estrela de Alagoas estão sob o comando do diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Mário Jorge Marinho, que presidiu o inquérito policial (em 1999) que apurou o assassinato de Maria Jaciara de Santana. Em 2000, Ângela Garrote ficou detida por 8 meses no presídio Santa Luzia. Segundo o diretor do Depin, os policiais civis fizeram várias buscas nos prováveis locais onde a prefeita pudesse estar escondida, mas até ontem à noite ela não tinha sido encontrada. Habeas-corpus Nós fizemos várias buscas, na sua residência, na prefeitura e em outros locais onde pudesse estar, entretanto, ela não foi encontrada. Mas o trabalho continua. Além do mais, estamos avaliando a possibilidade de ela se entregar, pois corre o risco de perder o cargo caso fique mais de 30 dias afastada da prefeitura, esclareceu o delegado Marinho. O advogado João Luís Lobo, um dos que defendem Ângela Garrote, disse que existe a possibilidade de entrar com um pedido de habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a decisão só vai ser anunciada hoje. João Lobo alega que a prefeita não impediu qualquer ação da Justiça durante o processo e não seria nenhuma ameaça às testemunhas ou ao processo, que estaria na fase final.

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