Polícia
Promotores estão sob risco iminente
| GILVAN FERREIRA Repórter O Ministério da Justiça e a direção geral da Polícia Federal (PF), em Brasília, receberam no início da semana um ofício dos promotores Marcus Mousinho, Alfredo Gaspar de Mendonça e Karla Padilha, responsáveis pela apuração do assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis e do pistoleiro Cícero Belém, denunciando o perigo iminente que estão sofrendo, por estarem à frente das investigações dos dois crimes. Os promotores também reforçam no documento a participação de agentes do Estado no assassinato de Fidélis e de Cícero Belém, além da necessidade de participação da Polícia Federal nos casos devido à ingerência e à suposta participação de autoridades do Estado no assassinato de Fidélis e Belém, além do desinteresse da polícia de Alagoas nas investigações. O ofício dos promotores foi uma resposta a consulta do Ministério da Justiça sobre as investigações do assassinato do fazendeiro Fernando Fidélis e vai servir para que o ministro Márcio Thomaz Bastos autorize, finalmente, a entrada da Polícia Federal nas investigações sobre os assassinatos, que foi pedida pelo governador Ronaldo Lessa (PDT), em novembro do ano passado. As investigações levadas a cabo pelo Ministério Público Estadual na apuração do homicídio de Fernando Fidélis, no interior do Baldomero Cavalcanti, posto o desinteresse da Polícia Civil em apurar o fato, nos revelou três autores do crime, um deles delegado aposentado daquela polícia, ocupante do cargo de diretor do citado presídio, já havendo denúncia formalizada e recebida em juízo. Contudo, nos mostra ditas investigações que o crime se revela íntimo com as ações de quadrilhas que agem nesse Estado, onde seus integrantes, muitos deles de instituições públicas, comandam e dão suporte aos executores, sem que tenhamos forças isoladamente, no âmbito estadual, por inúmeros motivos, de contermos ou investigarmos essas pessoas, diz parte do ofício. Segundo o delegado da Polícia Federal Joacir Avelino, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, o ofício dos promotores já está em Brasilia, mas a direção da Polícia Federal em Alagoas ainda não recebeu autorização oficial para assumir o comando das investigações em Alagoas. O ofício foi encaminhado para Brasília no mesmo dia em que recebemos. Estamos aguardando uma posição da direção geral para saber se vamos atuar no caso, explicou Avelino. O documento dos promotores reforça a denúncia do procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca que, na quarta, 25, pediu a intervenção federal em Alagoas devido ao caos da área de segurança pública e ao envolvimento de autoridades em crimes no Estado. Ontem, a Polícia Federal em Alagoas pediu o cancelamento de uma reunião de representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública com o secretário de Defesa Social, Paschoal Savastano, afastado do cargo pelo governador em excercício Luis Abílio. Segundo a assessoria da PF, representantes da Secretaria Nacional vinham discutir a crise na segurança pública em Alagoas. A reunião ainda não tem data agendada. No ofício, promotores apelam para entrada da PF no caso