Polícia
Pol�cia tem tr�s vers�es para morte de policial
Os delegados engajados nas investigações para apurar o assassinato do policial Valter Santana Dias, executado a tiros no interior de seu Palio, placa HUJ 4687/CE, na manhã da última segunda-feira, na Serraria, investigam três versões para o crime. Eles mantiveram silêncio, mas colegas da vítima revelaram que o crime pode ter partido de uma intriga do colega em União dos Palmares, de ameaças que vinha recebendo de um comerciante em Maceió ou de problemas internos na própria Polícia Civil. No atentado, a viúva da vítima, a bancária Tânia Santana Dias, sofreu três ferimentos à bala, mas está fora de perigo. Ela, segundo especialistas, teve muita sorte, pois os projéteis atingiram sua testa, cabeça e nuca, só que de raspão. A vítima constitui-se numa das principais testemunhas da ocorrência. No entanto, garantiu a colegas do marido não ter condições de ajudar nas investigações, visto que a ação dos criminosos foi muito rápida e sequer teve chances de se defender. Nem ela, nem o esposo, que morreu no atentado. Inclusive, ela já foi ouvida preliminarmente por vários policiais. O silêncio dos delegados deixa claro que a Polícia Civil vem desenvolvendo uma minuciosa investigação que passa por exames residuográficos de suspeitos, que podem acarretar na apreensão de armas e na prisão de pessoas tidas como possíveis mandantes ou executoras da trama criminosa. Até mesmo o delegado Valdir Silva de Carvalho, que era chefe imediato de Valter, não fala a respeito do procedimento investigatório. Desde o enterro da vítima, ele evita fazer comentários sobre a apuração do crime. O delegado Manoel Bezerra, que preside o inquérito, também evitou revelar detalhes da apuração. Ele já ouviu uma testemunha ocular do homicídio.