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Presos promovem rebeli�o em Arapiraca

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Sucursal Arapiraca ? Os 53 detentos do Pavilhão 1 do presídio de segurança média de Arapiraca, Desembargador Luiz Oliveira Sousa, se rebelaram, ontem pela manhã, reivindicando a melhoria na qualidade da alimentação e a mudança do chefe de disciplina do presídio. A rebelião teve início, por volta das 9 horas, com os detentos ateando fogo em colchões e perfurando as paredes, tentando derrubar grades de algumas celas do presídio, que sofreu uma fuga de presos, quinta-feira passada. De acordo com o delegado regional de polícia de Arapiraca, Cícero Torres, os detentos também ameaçaram matar 23 presos que encontravam-se em outra ala do presídio e que são acusados de crimes sexuais. Com os rebelados, a polícia encontrou vários instrumentos usados como armas, além de estiletes. Na revista feita no prédio, após a rebelião ter sido controlada, não foram encontradas armas de fogo. Destruição A ação do detentos teve início quando os presos circulavam pela área interna do presídio. O delegado, que participou da negociação para o fim da rebelião, informou, ainda, que todo o pavilhão e várias dependências do presídio foram destruídos. O juiz da Vara de Execuções Penais de Arapiraca, John Silas, esteve no presídio para negociar o fim da rebelião, determinando a transferência dos detentos de maior periculosidade para instituições penais, em Maceió. Após o início da rebelião, o prédio foi desocupado pela guarda do presídio, que isolou o acesso às alas dos pavilhões. Após a situação ter sido controlada, por volta das 14 horas, os presos retornaram as suas celas, onde a PM fez uma revista em toda a estrutura do presídio de Arapiraca. Durante a rebelião, as polícias Militar e Civil, além de soldados do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), estiveram presentes ao presídio. A ação da polícia despertou a atenção dos moradores que residem na área próxima do presídio. ?O que nós observamos com essa rebelião é uma total falta de segurança no presídio de Arapiraca. Tem que se repensar toda a estrutura deste prédio, que não tem condições de funcionar?, frisou o delegado regional de Arapiraca. O diretor do presídio, delegado Ronaldo Peixoto, pediu exoneração do cargo, tendo sido substituído pelo advogado Edson Lucena. O diretor, antes da fuga ocorrida, quinta-feira passada, já havia solicitado afastamento do cargo. A polícia entrou no presídio, após os presos terem se acalmado e retornado às celas, no início da tarde.

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