Polícia
PM expulso, acusado em crime, permanece livre
Apesar de ter sido expulso da Polícia Militar de Alagoas, no início desta semana, pelo envolvimento no seqüestro seguido de morte do sargento Osmário Dias Lima Júlio, ocorrido no dia 17 de dezembro de 1999, no Conjunto José Tenório, bairro da Serraria, o agora ex-cabo da PM Gilmar Galvão continua em liberdade. É que não existe mandado de prisão contra o ex-militar. O delegado Roberto Lisboa, que presidiu o inquérito, explica que, na época do seqüestro, em Maceió, e o achado do cadáver, na cidade do Pilar, ele solicitou a prisão temporária de Gilmar Galvão, por 30 dias, decretada pela Justiça. Naquele período, ele ficou preso no presídio militar. ?Acabado o prazo, pedi a prorrogação por mais 30 dias e a Justiça não decretou. O acusado, então, foi colocado em liberdade, apesar de o inquérito ter sido concluído apontando-o como um dos seqüestradores do colega de farda. O ex-cabo foi colocado para fora das fileiras da PM por prática de crime hediondo, conforme relato no processo, mas está em liberdade porque não existe mandado de prisão, volto a repetir. Para ele ser preso depende, agora, de a família do sargento morto contratar um advogado e requerer junto ao Ministério Público medidas legais para que o ex-cabo seja responsabilizado criminalmente?, explica Roberto Lisboa. Lisboa lembra que Gilmar Galvão foi reconhecido como um dos seqüestradores pela sargenta Nair da Silva Lima, que viu quando ele e outra pessoa colocavam seu marido dentro de uma Parati no estacionamento do Conjunto José Tenório. ?Quanto à participação dele no crime, não há dúvida. Mas sua prisão depende de ordem da Justiça porque a polícia está pronta para cumprir seu papel?, conclui Lisboa.