Polícia
Arma de fogo � usada em 72% dos assassinatos em AL
A arma de fogo aparece como o principal instrumento usado em assassinatos nas cidades e povoações da zona rural alagoana. Só nos seis primeiros meses deste ano, 323 pessoas foram vítimas fatais de tiros em 446 homicídios. Por estes números, pode-se concluir que 72,5% dos crimes de morte ocorridos no primeiro semestre de 2003 no território alagoano foram praticados mediante o uso de revólver, pistola ou quaisquer outros tipos de arma de fogo. Estes dados são baseados em um dos levantamentos realizados pelo repórter Ródio Nogueira, da Editoria de Polícia da GAZETA DE ALAGOAS nos institutos de Medicina Legal de Maceió e Arapiraca, os únicos existentes em todo o Estado. Ele mostra, ainda, que um maior número de mulheres passou a aparecer nas estatísticas da violência a tiros. E que a esmagadora maioria dessa modalidade de crime é constituída de pessoas do sexo masculino entre 15 e 30 anos de idade. O primeiro mês do ano é até agora o mais violento no Estado, com 91 assassinatos, sendo 71 com armas de fogo, que vitimaram quatro pessoas da população feminina. Em fevereiro, foram 81 assassinatos (dez a menos em relação ao total do mês imediatamente anterior). 64 pessoas morreram em conseqüência de tiros, entre as quais três mulheres. De acordo com o trabalho desenvolvido pelo jornalista Ródio Nogueira, a quantidade de homicídios caiu para 75 no mês de março. Desse total, em apenas 21 os matadores não fizeram uso de alguma arma de fogo, duas mulheres foram baleadas e morreram. Em abril, houve 71 assassinatos ? quatro a menos em comparação a março. Esse quarto mês do ano terminou com 55 vítimas de tiros no Estado. Quatro mulheres foram assassinadas, sendo duas à bala. Em maio, os números da violência despencaram de uma maneira bastante significativa no diz respeito a assassinatos em Alagoas, ficando em 48 vítimas fatais, com a maior parte (31) em decorrência da utilização de armas de fogo, incluindo duas das quatro mulheres assassinadas naquele mês em nosso Estado. O último mês da primeira metade do ano acabou como o terceiro com maior número de assassinatos depois de janeiro e fevereiro. O número de pessoas mortas a tiros também caiu, não passando de 48 ? o mesmo registrado em maio.