Polícia
Casos de assalto crescem no centro de Macei�
RÓDIO NOGUEIRA Está ficando cada vez mais perigoso circular pelas ruas centrais de Maceió. Bandos organizados, drogados e portando facas vêm aterrorizando jovens, adultos e idosos. O mais grave é que nem mesmo deficientes escapam dos marginais. E muito mais grave ainda é que os assaltos ocorrem à luz do dia. O perigo ronda até quem dirige seu veículo pelas ruas escuras e despoliciadas da capital alagoana. Estatísticas policiais revelam que não existem ruas específicas onde costumam ocorrer assaltos. No entanto, as ruas Augusta (antiga das Árvores), Moreira Lima, João Pessoa e Pedro Monteiro, todas no centro da cidade, aparecem como as mais procuradas pelos bandidos. As praças Afrânio Jorge, Deodoro e Sinimbu, escuras e sem policiamento, aparecem como ponto de encontro das quadrilhas. Pelo menos três assaltos ocorrem quase todos os dias. O celular aparece como o objeto mais cobiçado pelos ladrões. A movimentada Rua do Comércio não fica atrás e registra muitos casos de roubos e assaltos. A onda de assaltos não é privilégio apenas das ruas centrais de Maceió. Os ataques também ocorrem na João Davino, Comendador Palmeira e Fernandes Lima. Estas, habitadas por pessoas de condição financeira e com equipamentos de segurança em seus imóveis. No entanto, a praga do assalto está espalhada por todos os pontos. Difícil está sendo a polícia encontrar uma forma de coibir e tirar de circulação as dezenas de gangues que ameaçam, assaltam e matam. Movimentação É comum, de segunda a sexta-feira, grande movimentação na Delegacia de Roubos e Furtos de Maceió. São pessoas que buscam ajuda para recuperar produtos roubados ou solicitar certidão de que foram vítimas de algum tipo de assalto. A pequena sala de recepção fica lotada e, na medida do possível, a equipe do delegado Jobson Cabral de Santana vai atendendo. ?Todo caso é registrado e investigado. Muitos com sucesso. Outros sem solução?, explica Cabral de Santana, que este ano já desarticulou mais de 30 quadrilhas e mandou cerca de 70 pessoas para a prisão. Mas, apesar do saldo positivo, ele é realista e reconhece que é preciso investir mais na polícia.