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Menor infrator � esquartejado e queimado em rebeli�o no CRM

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Uma rebelião, ocorrida domingo à noite, no Centro de Ressocialização de Menores (CRM), causou a morte do interno Wagner, 17, que foi esquartejado e teve o cadáver queimado. Policiais que foram ao local disseram que a vítima foi pega em seu alojamento, levada para o pátio e cortada a golpes de foice. Depois foi jogada em uma fogueira feita com colchões. Os internos ocuparam toda a área do centro. Dois buracos foram abertos e dois conseguiram fugir, sendo localizados e presos durante o motim que durou cerca de duas horas. A polícia não sabe ainda a causa da rebelião. Este é o segundo caso em dois dias. Na sexta-feira, às 20h30, o interno Carlos Jorge Santos, 17, o ?Gaúcho?, foi atacado, quando dormia em seu alojamento, e assassinado com oito golpes de estilete. Durante a execução, foram pegos em flagrante os menores infratores O. J. M. N., 17, e J. S. O., 17, que estão detidos na Delegacia de Menores, aos cuidados da delegada Aureni Santos Moreno. O depoimento dos dois acusados não foi liberado, mas existe a informação de que ?Gaúcho? teria sido morto por vingança. O delegado Cícero Rocha, do 5º Distrito Policial, abriu inquérito e começou a investigar o segundo homicídio, em apenas dois dias. Peritos do IML explicam que Wagner teve as duas pernas amputadas e a cabeça aberta, além de ter sido carbonizado. Uma das pernas foi encontrada fora do CRM. Por duas horas, a imprensa tentou falar com a diretora Ana Lúcia Omena, mas o funcionário Jailton Oliveira ressaltou que ela estava muito ocupada com parentes das vítimas e não tinha hora para receber os jornalistas. Interno ferido está em estado grave Marivaldo Francisco dos Santos, 18, ferido gravemente a golpes de estilete durante a rebelião, está internado em estado grave na Unidade de Emergência Armando Lages. O setor social revelou que ele foi submetido a uma cirurgia e deve permanecer internado. Marivaldo Francisco, segundo a polícia, estava no alojamento com Wagner quando começou o motim. Ele conseguiu fugir dos rebelados e foi protegido por policiais militares que estavam dentro do Centro de Ressocialização de Menores. A Secretaria de Defesa Social destacou três policiais civis para fazer a segurança de Marivaldo Francisco dos Santos que pela idade deveria está recolhido a um dos presídios do Estado. Um parente dele que esteve no hospital evitou falar com os jornalistas. Durante toda a noite do domingo, soldados da Companhia de Cavalaria realizaram várias diligências no Tabuleiro do Martins porque havia informação de que alguns menores havia fugido do CRM e estavam na região. Um grupo de elite da Polícia Civil foi deslocado para ajudar no combate à rebelião e não teve muito problema porque apenas um número considerado reduzido aderiu ao movimento. Muitos dos internos temendo ser assassinados ficaram em seu alojamento saindo apenas quando a situação estava normalizada. Ontem, a direção do CRM fez um levantamento no prédio para saber os prejuízos causados pelos internos que estão sendo observados à distância pelos agentes e monitores. Os menores, ISS, EOS, 16, GAS, 17 e MPS, 17, suspeitos de terem sido os autores da rebelião e matadores de Wagner foram transferidos à Delegacia de Plantão e ouvidos pelo delegado plantonista Agnaldo Ramos e depois conduzidos à Delegacia de Menores. O delegado afirma que vai enviar os depoimentos para o Juizado da Infância e Adolescência. Famílias da Rua 15 de Dezembro, que fica ao lado do Centro de Ressocialização de Menores (CRM), disseram que ouviram muitos tiros e que os policiais vasculharam várias residências atrás de foragidos. No entanto, um monitor afirmou que apenas dois fugiram, mas foram logo localizados e presos. O secretário de Justiça Ronaldo dos Santos mandou abrir inquérito.

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