loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Disque-den�ncia ajuda pol�cia a prender bandidos

Ouvir
Compartilhar

RÓDIO NOGUEIRA O serviço de disque-denúncia das polícias Civil e Militar vem sendo usado de forma positiva pela sociedade alagoana. É por intermédio dele que casos, até então considerados difíceis, vêm à tona pelo telefone sem que o autor da denúncia seja identificado. A Secretaria de Defesa Social (SDS) tem obtido resultados importantes em suas investigações com a implantação do número 190. Mas como nem sempre as ligações procedem, a polícia alerta que quem for flagrado passando trote será preso e processado. A Polícia Militar registra uma média de 20 denúncias por dia. A Federal 15 e a Civil 30. O disque-denúncia tem sido de fundamental importância no combate ao tráfico de drogas. Uma média de dez pessoas é presa em flagrante consumindo algum tipo de droga em Maceió todos os dias. Este ano, cinco traficantes foram capturados e mandados para um dos presídios do Estado. No início do mês, policiais da Delegacia de Repressão a Drogas (DRD) apreenderam 26 quilos de maconha e 87 pedras de crack em uma favela no Jacintinho. O telefone 223-2787 (disque-denúncia) recebe cerca de 15 ligações diariamente e todas são investigadas. O delegado Abelardo Leopoldino, da Delegacia de Repressão a Drogas, reconhece a importância do sistema no combate ao tráfico de drogas. No entanto, lamenta que existam pessoas interessadas em fazer a polícia perder tempo. Leopoldino explica que é possível fazer muito mais a partir do serviço. Ele pede seriedade na utilização do disque-denúncia pela sua importância social. ? Tenho histórias interessantes na Repressão a Drogas. certa vez, recebemos uma ligação de que um homem circulava com uma bicicleta pela favela Virgem dos Pobres. Era uma pessoa assustada. Olhava para os lados o tempo todo e em cada parada entregava algum tipo de objeto. Mandei policiais investigarem a denúncia e se tratava de um traficante pequeno. O cidadão foi preso com alguns cigarros em seu poder. São muito os casos de prisão com ajuda do disque- denúncia?, salienta Abelardo Leopoldino. Carta anônima Apesar de a polícia garantir o anonimato de quem usa o disque-denúncia existem aqueles que acreditam que podem estar com o telefone grampeado e o melhor é recorrer a uma carta anônima, sendo postada, de preferência, fora do bairro em que a pessoa reside. Alguns casos foram esclarecidos desta maneira. Há dez anos, nove homens e uma mulher alugaram apartamentos em Cruz das Almas. Havia um grande movimento entre eles nos apartamentos. A Polícia Civil recebeu uma carta anônima e destacou policiais para o local. Dois dias após as investigações os apartamentos foram invadidos e dez pessoas acabaram sendo metralhadas. Horas depois, o então secretário de Segurança Pública, coronel José do Azevedo Amaral, informava à imprensa que o grupo chacinado era composto por assaltantes de bancos provenientes do Rio de Janeiro. ?Se trata de bandidos que tinham planos de assaltar em Maceió e cidades alagoanas?, disse, à época, o secretário. O episódio, que ficou conhecido como Chacina do Solaris, teve seu início de investigação motivado por uma carta anônima enviada à polícia por um dos moradores do Edifício Solaris. A carta detalhava as marcas dos carros que o grupo usava e as conversas sempre em código. O documento está anexado ao processo e somente depois de algum tempo a polícia resolveu fazer esta revelação. Alguns dos mortos tinham passagens pela polícia pelo envolvimento com o Comando Vermelho, criado pelo detento José Carlos dos Reis Encima, o ?Escadinha?, hoje com 60 anos vivendo em regime aberto. Uma carta anônima levou a polícia a prender Francisco de Assis, 50, acusado de matar uma professora para roubar, em Ponta da Terra. A carta dizia que ele fora visto entrando na residência durante a noite, pela janela. Anos depois, ?Chico de Assis?, como ficaria conhecido, seria assassinado a golpes de estilete no Instituto Penal São Leonardo, no Tabuleiro do Martins. Uma carta anônima também ajudaria a polícia a mandar para a cadeia o assaltante Janluir Luiz. Ele foi preso em um hotel no bairro da Levada. Estava em Maceió há dois meses como próspero empresário do ramo de construção civil. Preso, confessou que realmente tinha planos para aplicar golpes e que aguardava pela chegada de alguns comparsas do Rio de Janeiro e São Paulo. Janluiz foi assassinado em sua cela, no Instituto Penal São Leonardo. A investigação apontou vingança. Janluir era acusado de espancar colegas de prisão.

Relacionadas