Polícia
Caso Bernardo: ju�za ouve novas testemunhas do crime
A juíza Marlene Madeiro, da comarca de Rio Largo, em mais um sessão de depoimentos sobre a morte do industrial Bernardo Gondim Oiticica, 43, ocorrida no dia 25 de abril, na Usina Santa Clotilde, ouviu, ontem, Fernando Oiticica, Suzana Oiticica e Rogério Oiticica, arrolados como testemunhas de acusação do homicídio que tem como autor Francisco Quintella, 32, primo da vítima, que teve a prisão preventiva decretada e está recolhido na base do Tático Integrado (Tigre) no Farol. O advogado Raimundo Palmeira, constituído para defender Francisco Quintella Oiticica, disse que os depoimentos correm em segredo de Justiça. No entanto, apenas Rogério Oiticica, irmão de Bernardo Oiticica, foi ouvido como a pessoa que chegou a testemunhar uma discussão entre Francisco e Bernardo, fato que culminou com o homicídio. Foi Rogério quem prestou socorros ao industrial baleado. Os demais depoimentos não foram revelados. O ex-chefe de segurança da Usina Santa Clotilde, Francisco Quintella chegou à sede do fórum sem algemas e foi conduzido diretamente ao gabinete da juíza Marlene Madeiro, sem ter nenhum contato com os jornalistas. Nos depoimentos prestados à Justiça, ele confessou a autoria do crime, alegando que teria sido alvo de agressão por parte do primo Bernardo Gondim Oiticica. Mas, ontem, ele apenas acompanhou a sessão de depoimentos, sem nada falar. Apenas seu advogado pode se manifestar caso não concorde com determinados rumos dos depoimentos.