Polícia
Julgamento dos Fid�lis ter� continua��o hoje
O julgamento dos três acusados da morte de quatro integrantes de uma família, crime que ficou conhecido como ?Chacina de Pindoba?, começou na manhã de ontem, no Fórum de Maceió, e a previsão é de que só termine hoje pela manhã. As vítimas, entre elas duas crianças com menos de cinco anos, foram assassinadas a tiros e golpes de facão, no dia 20 de fevereiro de 1999. A chacina ocorreu na Fazenda Picora, na zona rural do município de Viçosa, distante 81 quilômetros de Maceió. O fazendeiro José Fernandes Neto, o ?Fernando Fidélis?, seu irmão, Fabiano Fidélis, e um empregado, Genival Oliveira Cavalcante, são acusados de matar o vaqueiro Francisco Xavier dos Santos, sua esposa, Maria Quitéria dos Santos, grávida, e os dois filhos menores do casal, Ginaldo e Maria Gilvânia Moraes dos Santos. A chacina, segundo a polícia, teria sido planejada por ?Fernando Fidélis?, por vingança. O vaqueiro era suspeito de ter participado da morte de um primo do fazendeiro, identificado como Lole Fidélis, executado a tiros de revólver, em Pindoba. Estratégia A estratégia adotada pelos defensores dos três réus é de negativa de autoria. Os dois advogados garantem que os acusados não tinham motivo para praticar o crime, e sim, um irmão de Lole, identificado como Cícero Cardoso, que chegou a ser preso como autor da matança, mas acabou liberado pela polícia. Cícero é uma das principais testemunhas de acusação no processo. O julgamento do fazendeiro, seu irmão e o empregado é presidido pela juíza Nirvana de Melo, da 2ª Vara Criminal, funcionando como representante do Ministério Público, o promotor Coaracy Fonseca, da 5ª Vara, que substitui o promotor titular, Alfredo Mendonça, que se afastou do processo para tratamento de saúde. A previsão para o término da sessão plenária do Tribunal de Justiça, segundo o advogado Welton Roberto, que defende ?Fernando Fidélis?, é o início da manhã de hoje, pois ele garante que haverá réplica e tréplica nos debates entre a defesa e a promotoria.