Polícia
Novo delegado apura morte do policial civil Valter Dias
O delegado Flávio Saraiva, nomeado para o 4º Distrito Policial, retomou, ontem, as investigações sobre o assassinato do policial civil Valter Santana Dias, 38, ocorrido em junho, num trecho da Avenida Menino Marcelo, na Serraria. O funcionário da Secretaria de Defesa Social foi atingido dentro de seu veículo, de marca Pálio azul, às 7h45, ao lado da esposa, que foi ferida, por quatro elementos que usavam o carro da marca Brava, de cor cinza ou branco, que fugiram logo após a execução do policial civil. A autoridade policial vai analisar o disquete da lombada eletrônica, que pode identificar as pessoas envolvidas no trucidamento do policial. Mas a polícia prefere, no momento, nada falar sobre o caso. Na primeira fase do inquérito, que foi presidida pelo delegado Tarcísio Vitorino, ele ouviu, em termos de declaração, pelo menos três policiais que negaram ter ligação com o homicídio de Valter Santana Dias, que era lotado na Delegacia de Furtos de Veículos e, naquela manhã, seguia para o seu local de trabalho, quando foi emboscado e morto com vários tiros de pistola, deflagrados à queima-roupa, não tendo a menor condição de defesa. Segundo a polícia, Valter pode ter sido seguido desde a saída de sua residência, na companhia da esposa. Com a liberação e análise do disquete, a polícia acredita que pode chegar aos autores materiais do homicídio. A polícia apura, ainda, a morte do também policial civil Sinvaldo José de Souza, 37, ocorrida um mês após a morte de Valter Dias. O crime pode ter sido cometido por vingança, mas o caso está em fase de investigação.