Polícia
Morte de policial: delegado n�o quer assumir inqu�rito
Através de ofício, o delegado Flávio Saraiva da Silva, presidente do inquérito que apura o homicídio do policial civil Valter Santana Dias, ocorrido em junho, na Serraria, solicitou seu afastamento do caso, ao diretor do Departamento de Polícia Central (Decepoc), delegado Roberto Lisboa, que indeferiu o pedido. Saraiva relata no pedido que se sente desmotivado com o fato de Roberto Lisboa, em entrevista à imprensa, ventilar a possibilidade de a Polícia Federal ser acionada para entrar o caso. ?O dr. Roberto tem visão policial. Então, eu estou sendo apenas coerente. Pedi para me afastar, mas ele não aceitou. No entanto, em sendo funcionário público estadual disciplinado, vou investigar a execução do policial Valter Santana Dias?, explicou Flávio Saraiva da Silva. Ontem, ele disse que o processo foi enviado para a Justiça, pelo então delegado do distrito, Tarcísio Vitorino. Explicou que vai solicitar sua devolução e, efetivamente, começar a trabalhar no caso com investigações e tomadas de depoimentos que têm como objetivo esclarecer a execução a tiros de Valter Santana, abatido com mais de 20 tiros de pistola, na Avenida Menino Marcelo, na Serraria. Valter foi emboscado por quatro elementos, quando estava a caminho da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, no Pontal da Barra, onde era lotado. Policiais que trabalham no caso disseram que a vítima deve ter sido seguida a partir do momento em que saiu de sua residência e que não teve a menor condição de se defender. Pelo menos quatro pessoas foram interrogadas na Secretaria de Defesa Social, na primeira fase das apurações, inclusive quatro policiais civis, que negaram qualquer ligação com o homicídio de Valter Santana Dias, que teve a esposa ferida no atentado.