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Menores infratores realizam mais um motim

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RÓDIO NOGUEIRA Os vinte menores infratores recolhidos às antigas dependências do Presídio Santa Luzia, no Tabuleiro do Martins, comandaram, ontem, às 14h, um motim controlado uma hora depois por soldados da Companhia de Guarda da Polícia Militar de Alagoas ? acionados pelo capitão Alexandro Paranhos, que é diretor-geral do Centro de Ressocialização de Menores (CRM). Os menores, segundo o oficial, queimaram vários colchões e tentaram abrir buracos nos muros daquela prisão, para fugir. Alexandro Paranhos explica que, durante o motim, os menores infratores não disseram por qual motivo haviam tomado aquela medida. Ele diz, entretanto, que para todo motim ou rebelião existe uma justificativa. Mas, neste caso, os menores nada reivindicaram. ?De repente os adolescentes começaram a fazer barulho, juntar colchões e tocar fogo. Outros, usando objetos que ainda não foram encontrados, tentavam abrir buracos nas paredes, para ganhar a liberdade?, ressalva o capitão Alexandro Paranhos. O oficial disse que, com o motim controlado, a garotada foi transferida para a parte superior do prédio e os três principais suspeitos de comandar o movimento foram conduzidos para o isolamento, para que não armassem novos movimentos e complicassem sua situação, a dos colegas, dos funcionários e dos policiais. ?Vou conversar com estas lideranças, se é que posso chamar assim, e saber por que eles agiram desta forma?, enfatiza Paranhos, que garante que o motim não causou grandes prejuízos. Estrutura Alexandro Paranhos relata que os infratores foram transferidos para aquele local por que no recente motim registrado no Centro de Ressocialização de Menores, no Tabuleiro do Martins, praticamente toda a sua estrutura foi danificada. Com a remoção das presas para o novo presídio Santa Luzia, o prédio ficou disponível e passou a ser ocupado pelos menores, até que o trabalho de reforma do CRM seja concluído em, no máximo, cinco meses, conforme garante a construtora. Quando estiver pronto, o Centro de Ressocialização de Menores terá quadras de futebol e campo; fábrica e uma praça cultural, onde o menor infrator efetivamente terá lazer e condição de desenvolver uma atividade profissional. Paranhos explica que, entre os vinte menores, alguns cometeram crimes brutais e merecem uma atenção redobrada na segurança interna, no recolhimento provisório. Contudo, isso não impede que eles tenham todas as oportunidades que um jovem infrator tem no local onde está recolhido. ?Nada tenho para esconder. O motim aconteceu, sim. Mas não foi de grande proporção e tudo está sob controle?, finaliza o capitão Alexandro Paranhos, da Polícia Militar de Alagoas, diretor do CRM e Instituto Penal São Leonardo ? que abriga outros menores em área especial até a conclusão dos trabalhos no CRM.

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