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Sindpol denuncia abandono em delegacia

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A Delegacia de Repressão aos Crimes Ambientais, localizada no Dique Estrada, está abandonada pelo poder público. O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) protocolou ofícios para o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, e para a Corregedoria de Polícia, solicitando providências urgentes na delegacia. O prédio da especializada funciona precariamente. Não possui alojamento para os policiais. A população não tem como denunciar os crimes contra o meio ambiente, pois a delegacia não tem telefone, dificultando também o trabalho da polícia. Nem computadores existem; falta pessoal para limpeza do local, não há extintor de incêndio, como também falta chuveiro para o banho dos profissionais de segurança. Há carência também de três policiais civis no local. De acordo com o diretor do Sindpol, Antonio Zacarias, o caos da delegacia aponta à sociedade que se precisa melhorar a defesa do meio ambiente. Mas o diretor do Departamento de Polícia da Capital (Depoc), delegado Jobson Cabral de Santana, afirma que a defesa do meio ambiente é prioridade do Estado. A delegacia, ressalta o diretor, funciona no prédio da Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC I), no Farol, uma das melhores instalações da Polícia Civil (telefone 147). No entender do delegado Jobson Santana, não há motivos para queixas, visto que está se montando uma estrutura privilegiada para a delegacia, a única que conta, atualmente, com um posto avançado. Já está funcionando um posto da Delegacia de Repressão aos Crimes Ambientais na orla lagunar, próximo ao Porto da Lancha, na Levada ? local de recebimento de denúncias dos crimes ambientais, principalmente contra o complexo Mundaú/Manguaba. Jobson anunciou que o posto servirá como base, também, para o novo policiamento da área do Dique Estrada, que receberá atenção semelhante à orla marítima. ?A partir da próxima semana, estaremos inaugurando a Operação Oplit II, área lagunar, que oferecerá um trabalho conjunto das polícias Civil e Militar, inclusive numa mesma viatura, reforçando assim as atividades da Delegacia do 3º Distrito, bem como o trabalho elogiável que vem sendo realizado pelos policiais do 1º Batalhão Rádio Patrulha?. Tudo está sendo feito para que, além da violência urbana, questões ambientais sejam discutidas naquele posto policial. Isso será possível através de um atendimento avançado das polícias Civil e Militar, que estarão mais perto da comunidade. Jobson acrescentou que a Delegacia de Repressão aos Crimes Ambientais terá, em breve, prédio próprio, uma preocupação já demonstrada pelo secretário Robervaldo Davino. A falta de número suficiente de adicionais noturnos para atender à demanda da Polícia Civil é um grande problema da categoria, que o Sindpol vem denunciando e, inclusive, alertando para a exploração do trabalho policial. Na Delegacia de Paripueira, os policiais civis tiram nove plantões e não recebem o benefício. Os delegados fazem a escala de plantões sem se preocupar com essa problemática. O Sindpol cobra ao secretário de Defesa Social a regularização do pagamento de adicionais noturnos. A respeito dos adicionais noturnos, o delegado já colocou sua posição, coerente com decisões do secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, durante reunião com os chefes do Setor de Operação das distritais e especializadas de Maceió.

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