Polícia
PF apreende maconha em carga de melancia na BR-101
A Polícia Federal apreendeu, na madrugada de ontem, num trecho da Rodovia BR-101, no município do Pilar, distante 37 quilômetros de Maceió, o caminhão Mercedes Benz, placa KHE-2496/BA, que tinha 72 quilos de maconha escondidos numa carga de 12 toneladas de melancia. A droga, que vinha de Paulo Afonso para Maceió, estava em valises de viagem. O delegado de Entorpecentes, Washington Luiz, informou que foram presos Denisson da Silva Machado, 23, acusado de ter comprado a maconha em Paulo Afonso, Dominícia Gomes da Silva Souza, 46, mãe de Adauto Ocilon de Souza, 28, acusado de ter vendido a droga, além de Andreildo André do Nascimento, 37, que dirigia o veículo, e sua esposa, Josefa de Carvalho Vieira, 30. Segundo o delegado, o motorista e a esposa não foram indiciados em inquérito, pois não existem provas de que tivessem conhecimento da presença da maconha na carroceria do caminhão. ?Quando peguei o veículo já estava carregado?, garantiu ele, acrescentando que o contrato tinha sido feito por Adauto, dono do caminhão. ?Para mim, seria o transporte de uma carga para a Ceasa daqui?, concluiu. Denisson, conhecido como ?Dênis?, é citado por vários acusados de tráfico como um dos principais distribuidores de maconha do bairro do Tabuleiro do Martins e do Complexo Benedito Bentes. ?Desde que começamos a tomar conhecimento das ações do acusado, decidimos iniciar investigações, que foram concluídas, hoje, com a prisão do suspeito em flagrante e a apreensão da droga?, revelou o delegado Washington Luiz. Ganhar o dobro Segundo a polícia, o acusado declarou em interrogatório ter comprado os 72 quilos de maconha por R$ 3 mil, em dinheiro, e pretendia ganhar o dobro. Ele teria admitido que comprou também a melancia para servir de cobertura e burlar a fiscalização da polícia. A fruta seria entregue no Mercado da Produção. O delegado garantiu que um trabalho sistemático de combate ao tráfico tem sido realizado nas estradas alagoanas. ?Nosso objetivo é detectar e apreender grandes quantidades de droga que entrem no Estado?, concluiu Washington Luiz.