Polícia
Revolta e tristeza marcam sepultamento de Manoel
Foi sepultado ontem, no Cemitério de São José, bairro do Trapiche, Manoel Tavares, assassinado com um tiro na cabeça pelo comerciante Dagoberto Calheiros durante discussão no trânsito, na quarta-feira. Familiares e amigos lotaram o cemitério, num clima de tristeza e revolta pela perda do ente querido. A viúva, Maria Pastora Tavares, disse que espera justiça. Manoel deixou dois filhos, um de três anos de idade e outro de sete. Seus irmãos, 16 ao todo, e a mãe, estão em estado de choque com a morte repentina de Manoel. A cunhada Helena Vítor disse que ele era uma pessoa de personalidade tranqüila, avesso à confusão e ultimamente prestava serviço para a Petrobras, transportando trabalhadores. No dia do assassinato, ele estava com mais quatro pessoas no veículo, um Fiat Uno, mas só ele foi atingido pela bala disparada à queima-roupa pelo comerciante que ficou irritado porque lhe foi negada ultrapassagem. Os familiares prestaram queixa da ocorrência e, no sepultamento, pediram justiça. Eles também explicaram que Manoel manifestava opinião favorável à doação de órgãos, por isso a família autorizou a retirada dos órgãos. Foi a esposa quem assinou a autorização.