Polícia
Caso Tobias: Dagoberto ficou 7 anos na pris�o
Em 15 de junho 1982, o advogado e jornalista Tobias Granja foi emboscado na saída de seu escritório, instalado na Rua Augusta, no centro de Maceió, e assassinado com um tiro de revólver na nuca. Ele chegou a ser levado ainda para a Unida- de de Emergência Armando Lages, onde veio a falecer. Dias depois, a Secretaria de Segurança Pública prendia em sua residência, na Avenida Rotary, no Farol, o empresário Dagoberto Calheiros, como o autor intelectual do homicídio. Os policiais comandados pelo coronel Fernando Theodomiro chegaram e prenderam os elementos Manuel Pedro dos Santos (Nezinho) e José Napoleão da Silva, como os matadores do jornalista. Preventivas Os três tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça e foram conduzidos para o Instituto Penal São Leonardo. Com a conclusão do inquérito, foram a julgamento popular que durou cerca de 23 horas. Ao final do julgamento, o empresário Dagoberto Calheiros foi condenado a 13 anos de prisão e cumpriu sete. Manuel Pedro dos Santos e José Napoleão da Silva, a 18 anos de reclusão. Na saída do Tribunal do Júri, à época no centro comercial de Maceió, Dagoberto Calheiros, em entrevista, jurou inocência e disse que foi apontado como mandante porque Tobias Granja era advogado do cabo José Henrique da Silva, acusado de matar os irmãos Ernesto e Paulo Calheiros. ?Eu nunca mandei matar o dr. Tobias Granja. No entanto, sempre defendi meus parentes e por isso a polícia achou que teria mandado matar o jornalista. Fui condenado e passei sete anos de terror na prisão, por um crime que me foi imputado por falsos depoimentos de pessoas (Nezinho e Napoleão) que foram torturadas para me condenar?, lamentou, na época, o empresário Dagoberto Calheiros.