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Dagoberto dep�e e confessa que assassinou trabalhador

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Ródio Nogueira O empresário Dagoberto Calheiros, 60, acompanhado do advogado Cláudio Vieira, se apresentou, ontem, à Secretaria de Defesa Social e, em depoimento ao delegado Geraldo Soares de Carvalho, do 7º Distrito Policial, confessou que por causa de uma discussão no trânsito, na terça-feira, na Avenida Fernandes Lima, no Farol, matou com um tiro de revólver, o motorista Manuel Tavares da Silva, 30, que, segundo ele, ?fechou? o seu veículo e o desmoralizou. Disse que tentou conversar com a vítima, que a todo momento o agredia moralmente e que ao se descontrolar sacou o seu revólver para disparar contra ele. ?Estou com 60 anos de idade e já sofri muito na minha vida. O cidadão quase provoca um acidente com muitas vítimas. Naquele momento, eu perdi o controle e tive que fazer uso da arma, porque temi que ele tivesse armado e acabei cometendo o homicídio?, disse Dagoberto Calheiros. O empresário explica que depois de desferir o tiro fugiu do local e foi para sua residência. Mas antes, jogou o revólver Taurus calibre 38, em um matagal existente no Barro Duro, onde ele tem uma empresa. E somente na manhã de ontem, foi até a residência do advogado Cláudio Vieira, falou sobre o crime e decidiu se apresentar, antes de ser preso pelos policiais do Tático Integrado de Grupos Especiais (Tigre), acionado para efetuar sua prisão, por determinação do delegado Roberto Lisboa. Mas antes da polícia dar voz de prisão a Dagoberto, o advogado disse que o apresentaria à Secretaria de Defesa Social, de forma espontânea, o que de fato aconteceu. O acusado foi conduzido para a sede da Polícia Civil, no veículo de Cláudio Vieira, que foi seguido de perto por duas viaturas, com policiais fortemente armados, para evitar sua fuga. Ao chegar, Dagoberto foi direto para a sala de reuniões, onde começou a prestar depoimento, aos delegados Geraldo Soares de Carvalho, Jobson Cabral de Santana e Roberto Lisboa. O depoimento durou cerca de duas horas, quando ele confirmou a autoria do homicídio, que também teve o acompanhamento do advogado Raimundo Palmeira, que vai trabalhar no caso com Cláudio Vieira. Depois de ser ouvido, Dagoberto levou a polícia até o Barro Duro, para mostrar onde jogou a arma usada para cometer o homicídio que vitimou o motorista Manuel Tavares, que acabou morrendo na noite de quinta-feira. Delegado vai pedir prisão de envolvido O delegado Geraldo Soares de Carvalho afirmou, ontem, ao concluir o depoimento do empresário Dagoberto Calheiros, que vai solicitar sua prisão preventiva à Justiça, mas somente na segunda-feira é que vai se debruçar sobre o caso. Explica Soares de Carvalho que o empresário Dagoberto Calheiros se apresentou com o advogado e confessou a autoria do homicídio. ?Ele tem residência fixa e por isso não existe, no momento, a necessidade urgente de solicitar sua prisão à Justiça, mas, com certeza, essa medida será adotada, afinal de contas, o cidadão é réu confesso?, disse. Depoimentos ?Vou aguardar o exame de necropsia feito na vítima e o residuográfico. Vou também tomar depoimentos dos familiares da vítima, com o objetivo de poder analisar, por vários ângulos, e, efetivamente, buscar na Justiça sua prisão preventiva?, acrescenta o delegado presidente do inquérito, Geraldo Soares de Carvalho. Ele reafirmou que, durante o depoimento, o empresário disse, várias vezes, que teria sido agredido moralmente e por esta razão sacou sua arma e atirou no motorista, que veio falecer na noite de quinta-feira. Ainda segundo o delegado, Dagoberto explicou que teve o seu carro Escort fechado pelo Fiat Uno da vítima, pelo menos três vezes, que tentou conversar com ele, mas acabou, de acordo com o acusado, sendo desmoralizado e resolveu, então, reagir para não ser morto. ?O Dagoberto Calheiros confessa que foi provocado no trânsito e cometeu o crime. Sua versão, no entanto, está sendo investigada. Aliás, ele pode ser reinterrogado porque a polícia quer buscar o máximo de informações sobre a briga no trânsito que resultou na execução do trabalhador Manuel Tavares da Silva, ferido mortalmente com um tiro na cabeça?, ressalta o delegado Geraldo Soares de Carvalho que investiga o caso.

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