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Agente penitenci�rio � morto com trinta tiros no Tabuleiro

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O agente penitenciário Luiz Henrique Menezes, 35, foi emboscado, às 19h50 de terça-feira, no Conjunto Selma Bandeira, no Tabuleiro do Martins, e executado com mais de 30 tiros disparados por quatro elementos que fugiram, segundo a polícia, em um Fiat Uno ou num Pálio. No atentado, o estudante Duylis Leão da Rocha, 20, que estava na companhia do agente penitenciário, foi ferido e conduzido para a Unidade de Emergência Armando Lages, onde foi operado e continua internado. Testemunhas disseram ao delegado Jair Macário, que esteve no local do crime, que a vítima dirigia o seu Fiat Uno, de placa MUV-2779-AL, com destino a sua residência, no Conjunto Cabo Luiz Pedro. No meio do caminho, parou para consertar um problema na vela do carro. No momento em que levantou o capô do automóvel, foi metralhado. Os acusados fugiram, segundo testemunhas, atirando para o alto. Peritos da Polícia Civil que foram ao local disseram que foram usadas uma pistola Taurus calibre 38 e uma espingarda calibre 12. O cadáver de Luiz Henrique foi trasladado para o Instituto Médico Legal Estácio de Lima e, na manhã de ontem, liberado para sepultamento. Familiares da vítima e amigos evitaram falar sobre o assunto, deixando que a polícia faça o seu trabalho e encontre explicações para o atentado violento que tirou a vida do agente penitenciário. O homicídio, a partir de hoje, passa a ser investigado pelo delegado Cícero Rocha, do 5º Distrito (Tabuleiro do Martins), que ontem recebeu o relatório do também delegado Jair Macário, detalhando o que de fato ocorreu na noite do atentado. ?Estou com o relatório e hoje vou começar a enviar notificação para testemunhas e parentes do cidadão executado à bala. Quero, através dessas pessoas, buscar pistas que possam esclarecer o crime. Posso adiantar, no entanto, que de acordo com a forma como o crime foi praticado, deve ter sido por vingança?, explica o delegado Cícero Rocha, que tem 30 dias para concluir o inquérito e enviar para a Justiça. O delegado Jobson Cabral de Santana, diretor de Polícia da Capital (Depoc), manteve contato com Cícero Rocha e determinou todo o empenho possível, no sentido de que o caso seja esclarecido. Já o estudante Duylis Leão, assim que receber alta, será intimado para prestar declarações à autoridade policial, por ele ser testemunha ocular da execução de Luiz Henrique.

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