Polícia
Depoimento complica ex-oficial
O depoimento prestado pelo ex-assessor e cabo eleitoral pode agravar a situação do ex-oficial da Polícia Militar, Manoel Francisco Cavalcante, preso, desde 1997, quando foi acusado de liderar a ?gangue fardada?, comprometida em crimes de pistolagem, assaltos, furtos e desmanches de veículos. As acusações tinham sido confirmadas, antes, à Justiça, pelo caseiro Cristóvão Luiz dos Santos, pessoa de confiança de Cavalcante, que acabou assassinado a tiros, em Santana do Ipanema, em 1998, após acusar o patrão, inclusive, de usar carros roubados durante sua campanha a prefeito daquele município sertanejo, distante 204 quilômetros de Maceió. Segundo o diretor do Departamento Central de Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, Antônio também falou, em termos de declarações, sobre o possível envolvimento do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, que se encontra recolhido ao presídio Baldomero Cavalcante, desde o fim da década de 90, ou seja, há mais de cinco anos, do suposto comprometimento dele na morte do ex-chefe de arrecadação fiscal da Sefaz, Sílvio Vianna, morto no dia 28 de outubro de 1996, em Ipioca. Cavalcante seria, com o fazendeiro Fernando ?Fidélis?, também preso, contratante dos pistoleiros que mataram o fiscal de rendas. Falou-se, na época, que eles ganharam R$ 180 mil pelo ?serviço?, que teria sido executado pelo ex-soldado Garivaldo Amorim e o ex-tenente José Luiz da Silva Filho. A gangue fardada de Cavalcante teria envolvimento também nas mortes do bancário Dimas Holanda e do ex-cabo PM José Gonçalves, ocorridas há quase sete anos.