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N�meros da viol�ncia preocupam autoridades

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O delegado Roberto Lisboa, diretor do Departamento Central de Polícia (Decepoc), acompanha, mediante relatórios mensais, os números da violência em Alagoas. Ele lembra que em janeiro 91 homicídios foram registrados no Estado. Em maio caiu para 48. No mês de setembro ocorreram 54 assassinatos. Quanto ao número atual, 74, ele considera preocupante, por se tratar de assassinatos. ?O bom seria que o índice fosse o menor possível. Quero lembrar que os índices de criminalidade são mais preocupantes no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza e Rio Grande do Sul?, explica Roberto Lisboa. Apesar dos números da violência, a sociedade precisa saber que a Secretaria de Defesa Social tem procurado todos os meios para combater a criminalidade. Precisa saber, sobretudo, que dezenas de homicídios relacionados nas estatísticas foram esclarecidos, os autores presos e conduzidos aos presídios. A sociedade, na opinião de Roberto Lisboa, se assusta quando toma conhecimento, por intermédio da imprensa, que os fins de semana são banhados de sangue. O comando central da Polícia Civil se reúne quase todos os dias para analisar os assassinatos que ocorrem em Maceió e cidades do interior do Estado. ? Cada caso é analisado e as determinações são passadas para os delegados responsáveis pelas jurisdições onde ocorreram os homicídios. A polícia passa a investigar e, muitas vezes, chega rapidamente aos autores, fato que, às vezes, não aparece na mídia, mas não quero discutir a questão?, alerta Roberto Lisboa. Lisboa garante que a Secretaria de Defesa Social sabe agir e faz cumprir seu papel constitucional, investigando, prendendo e esclarecendo os mais diversos tipos de crime. Ele lembra que a Polícia Civil teve participação importante na época da famosa ?Gangue Fardada?. ?Quem tinha de ser preso foi localizado e mandado para a cadeia. Aliás, até delegado foi preso e expulso da polícia. Sei que as estatísticas assustam. Mas a sociedade fique certa de que estamos 24 horas trabalhando para tirar de circulação os bandidos, nosso papel é combater a violência. Contudo, não podemos evitar os crimes de ocasião (brigas no trânsito, num bar ou emboscadas. Aliás, por falar nestas modalidades de homicídio, dezenas deles estão inseridos nestas estatísticas?, garante o delegado Roberto Lisboa. (RN)

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