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Basta uma discuss�o no tr�nsito para ser morto

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A banalização do crime, em vários aspectos, chegou a um ponto em quem ninguém está livre de ser ferido à bala dentro do seu veículo. Um deles diz respeito ao temperamento agressivo de algumas pessoas, que antes de conversar preferem reagir atirando. Tem a figura daquele que se considera machão e o radical abuso de autoridade de determinados homens públicos que deveriam dar o exemplo. A grande verdade é que ?briga no trânsito é um passaporte para o cemitério? e foi o que aconteceu com o motorista Manoel Tavares da Silva no início deste mês, no Farol. Passava das 14h30 quando houve uma discussão entre ele e o empresário Dagoberto Calheiros. O profissional do volante foi atingido por um tiro de revólver na cabeça, vindo a falecer 24 horas depois do atentado, presenciado por dezenas de pessoas. O acusado, Dagoberto Calheiros, se apresentou à polícia com os advogados Raimundo Palmeira e Claúdio Vieira. No depoimento prestado ao delegado Geraldo Soares de Carvalho, assumiu o crime e disse que o cometeu porque teria sido ofendido moralmente numa discussão de trânsito. ?Não queria atirar no cidadão. Mas ele me desmoralizou e sequer respeitou minha mão. Perdi o controle e efetuei o disparo?, afirmou Dagoberto Calheiros. Mas, segundo a família da vítima, o crime foi bárbaro e sem o menor sentido. Dagoberto, segundo testemunhas, não foi insultado e, por pura maldade, matou o motorista, que não estava armado, quando poderia ter evitado a tragédia. Os parentes de Manoel Tavares da Silva acompanham o desenrolar do inquérito e esperam que Calheiros seja condenado. O acusado, um dia após ser apresentar, teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Daniel Acioly e está preso em uma das celas do presídio Ciridião Durval, à espera do julgamento, que ainda não tem data definida. Outros homicídios considerados fúteis foram registrados em Alagoas este ano, deixando claro que matar se tornou um ato comum. (RN)

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