Polícia
Alagoas registra 74 assassinatos em outubro
RÓDIO NOGUEIRA Em outubro de 2002 Alagoas registrou 58 homicídios. No mesmo período em 2003 o número subiu para 74, representando um percentual de aumento de 27,05%. Os números da violência estão nos livros de registro do Instituto Médico Legal Estácio de Lima de Maceió e Arapiraca. Com base nos relatórios, a cidade de Rio Largo liderou, com sete homicídios, seguida por Palmeira dos Índios, com três, e União dos Palmares, com três. Na capital, a área do Tabuleiro do Martins liderou, com cinco assassinatos. A estatística da violência em Alagoas confirma que 73% das pessoas foram mortas a tiros e 23% por arma branca (faca, facão, foice e enxada). As idades oscilam entre 15 e 45 anos. As vítimas, em sua maioria, vêm de camadas sociais pobres e com nível educacional abaixo do primário. Muitos eram desempregados, residiam em vilas, pagavam aluguel. Os mais jovens perderam suas vidas por envolvimento com drogas. Existem, no entanto, casos de brigas de ?galera? e vingança. Segundo pesquisas feitas pela Ordem dos Advogados do Brasil (seccional-Alagoas), 87% dos homicídios acontecem por motivos fúteis e seriam evitados se, no momento de uma discussão, nenhuma das partes portasse arma de fogo. A violência tem uma repercussão importante na saúde da população pela perda de vidas, pelas seqüelas, transtornos familiares e pelos custos financeiros para o setor saúde. A luta pelo desarmamento é um caminho para a redução da violência. No entanto, o mais importante é combater a venda de armas aplicando punições rigorosas em quem ousa desafiar o sistema de segurança pública do Estado. É preciso combater o crime na fonte. E é isto que as polícias Civil e Militar tentam fazer para minimizar a violência clara, transparente e real que expõe Alagoas a situações vexatórias em relação a outras grandes cidades brasileiras.